Fluminense e Palmeiras se enfrentam hoje, às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo jogo de ida da semifinal da Copa Conmebol Libertadores.
O time paulista busca chegar à final pela segunda vez consecutiva e conquistar o quarto título da competição. Em 2025, o Alviverde perdeu a chance do tetracampeonato ao ser derrotado na final pelo Flamengo, em Montevidéu, no Uruguai.
Já o Tricolor das Laranjeiras volta a disputar uma semifinal da Libertadores após a campanha vitoriosa de 2023, quando conquistou o título ao derrotar o Boca Juniors, no próprio Maracanã.
Nos últimos anos, o Fluminense vive uma fase de crescimento na Libertadores. Até 2023, o clube carioca havia chegado à final apenas uma vez, em 2008, quando perdeu o título inédito para a LDU, do Equador. Desde então, o Tricolor alcançou seis quartas de final (2012, 2013, 2021, 2023, 2024 e 2026), duas semifinais (2023 e 2026) e uma final, em 2023, quando conquistou o título.
Para o confronto de hoje, o Fluminense aposta no bom retrospecto contra clubes brasileiros na Libertadores. Desde sua estreia no torneio, em 1971, a equipe carioca enfrentou adversários do país em cinco mata-matas e foi eliminada apenas uma vez. O Tricolor já duelou com São Paulo, Internacional (duas vezes), Grêmio e Atlético-MG, este o único clube brasileiro que conseguiu eliminá-lo, em 2024.
Washington Coração Valente destaca a experiência adquirida pelo Tricolor Carioca na competição
Quem viveu a campanha do Fluminense na Libertadores de 2008 foi Washington Coração Valente, um dos grandes nomes da história do clube. Em entrevista ao Jornal de Brasília, o ex-atacante comentou a boa fase do Tricolor na competição, a importância da torcida na trajetória deste ano e o papel de figuras importantes, como Thiago Silva e o técnico Marcão, na campanha até a semifinal.
Na sua opinião, qual é a principal força do Fluminense nesta Libertadores? O que o clube tem de especial ou diferente na competição?
A sua torcida. No início, ela fica um pouco tímida, mas, quando o time ganha corpo e demonstra força, a torcida abraça. Quando isso acontece, o time começa a crescer e se fortalece.
Qual é a importância de nomes como Marcão e Thiago Silva nesse crescimento e na trajetória até a semifinal deste ano?
A importância do Marcão é fundamental. Conheço ele, é meu amigo, um cara simples, tranquilo, que conhece o clube, sua história e os jogadores. Quando o elenco abraça o treinador, as chances de conquistar um título aumentam, e foi isso que aconteceu no Fluminense. Já o Thiago é o líder, a referência do time, ajudando a organizar a defesa com sua qualidade técnica e experiência. Em uma conversa que tivemos há algum tempo, ele me disse que hoje tem a responsabilidade de liderar dentro e fora de campo. É muito bom para o Fluminense contar com um jogador como ele.
Você já afirmou que a derrota para a LDU, em 2008, foi uma das maiores dores da sua carreira, ao lado da perda do Campeonato Brasileiro com o Athletico-PR. Depois disso, o Fluminense voltou a alcançar fases decisivas da Libertadores. O que mudou?
Acredito que o Fluminense cresceu dentro e fora de campo ao longo dos anos. Em 2008, quando disputou a Libertadores, o clube estava há mais de 20 anos sem jogar a competição. Depois de chegar à final, voltar a disputar o torneio e conquistar o título, o time ganhou experiência e aprendeu a competir, fortalecendo-se para continuar brigando por títulos.
A que fator se deve o domínio brasileiro na competição na última década?
Deve-se à organização do futebol brasileiro, mas também aos investimentos. Hoje, o futebol brasileiro é o mais rico da América do Sul. A folha salarial do Flamengo, por exemplo, está em um patamar que nenhum clube argentino consegue alcançar. O Palmeiras também tem uma grande capacidade de investimento, assim como outros clubes brasileiros.