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Cooperativas expandem cevada cervejeira e reduzem importação

A cevada que vira cerveja está ganhando novos endereços de cultivo no Brasil. A expansão atende uma demanda de mercado, já que, atualmente, o país ainda precisa importar metade do consumo anual de 800 mil toneladas do cereal destinado à produção de malte.

Quem lidera esse avanço da cevada por novas áreas no Sul e Sudeste (ela prefere o clima frio) é a Cooperativa Agrária, pioneira no cultivo do grão e à frente das duas maiores fábricas de malte cervejeiro do país. Além de desenvolver novas cultivares, a cooperativa firma parcerias com outras regiões para ampliar a cultura de inverno.

“Nosso objetivo para os próximos cinco anos é que 70% do nosso consumo seja de cevada nacional”, afirma James Dondolini, gerente comercial da Agrária.

Para chegar lá, a capacidade das fábricas também cresce. Segundo James, a unidade de Entre Rios tem capacidade de produção de aproximadamente 340 mil toneladas, com ampliação de 80 mil toneladas em andamento. Já a Maltaria Campos Gerais (MCG), mantida em intercooperação com as cooperativas Bom Jesus, Capal, Castrolanda e Frísia, tem capacidade de cerca de 240 mil toneladas.