22/04/2024

No dia 8 de janeiro, o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descreveu o sistema de inteligência como estando em um estado de desordem.

Segundo o diretor da Abin, a agência já fez um diagnóstico do sistema de inteligência e está implementando mudanças - (crédito: Leonor Calasans/IEA-USP)

O diretor-central da Abin, Luiz Fernando Corrêa, afirmou que as informações sobre o risco de ataques estavam evidentes, porém, o funcionamento do sistema de inteligência estava em um estado caótico.

Ao assumir o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) após os ataques de 8 de janeiro em Brasília, Luiz Fernando Corrêa descreveu o sistema de inteligência como “caótico”. Ele atribuiu esse cenário a uma negligência contínua de todos os governos desde a democratização em relação à área de inteligência. Corrêa assumiu sua posição em 17 de janeiro, com a missão de reorganizar a agência. Ele enfatizou que a Abin está atualmente analisando o movimento extremista do início do ano para fornecer informações que auxiliem na formulação de políticas públicas, a fim de reduzir a probabilidade de futuros atos semelhantes. “O sistema estava caótico. Não havia uma lógica nem um funcionamento adequado. Estamos avaliando o sistema como um todo, e não atribuiremos a responsabilidade apenas à Abin, porque era o órgão central?”, respondeu Corrêa quando questionado sobre a falha da agência na prevenção dos ataques. Segundo sua avaliação, todos os governos após a redemocratização subestimaram a importância da inteligência, possivelmente devido à desconfiança de que o serviço era utilizado apenas para vigilância de indivíduos, contrariando os interesses do Estado, bem como por razões culturais. Corrêa também foi questionado sobre as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros membros do governo de que não foram informados pela inteligência sobre o risco dos ataques. Ele destacou que assumiu o cargo apenas uma semana após os eventos e que o assunto está sendo investigado. “As informações estavam claras, mas o funcionamento era caótico. Não divulgarei publicamente meu diagnóstico. Vou realizar as correções necessárias. Desenvolvemos uma solução, discutimos e obtivemos a concordância do presidente. Agora, temos um projeto para colocar isso em prática”, explicou o diretor.

Tribuna Livre, com informacoes

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