1º lugar em Medicina na UFG dá dicas: ‘é preciso saber estudar’

1º lugar em Medicina na UFG dá dicas: ‘é preciso saber estudar’
1º lugar em Medicina na UFG dá dicas: ‘é preciso – Reprodução

Aprovada em primeiro lugar no curso de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG) por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a estudante Giovanna Fagundes, de 22 anos, revelou ao Mais Goiás que precisou aprender a estudar de forma efetiva para conseguir alcançar o objetivo. Segundo ela, o resultado é fruto não apenas de longas horas de estudo e resolução de exercícios, mas também da capacidade de reconhecer quando o corpo precisava descansar.

Ao todo, Giovanna fez o Enem cinco vezes até conquistar a aprovação. Durante esse período, enfrentou dificuldades principalmente nas disciplinas de exatas, como física, matemática e química. Com o tempo, no entanto, essas matérias deixaram de ser um obstáculo e se transformaram em seus pontos fortes. Segundo ela, o segredo foi insistir até compreender o conteúdo. “Depois que você entende, acabou”, afirma, ao explicar que passou de um desempenho fraco para ter as exatas como suas matérias preferidas.

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Disciplina x cansaço

Apesar da disciplina, Giovanna explica que era importante reconhecer quando o corpo dá sinais de cansaço. Segundo ela, muitos estudantes carregam um sentimento de culpa ao tirar momentos de lazer, mas isso pode prejudicar o rendimento. A estudante explica que o cansaço físico, mental e emocional impactava diretamente no desempenho, a ponto de tornar exercícios simples mais difíceis.

“Às vezes, quando se está muito cansado, uma conta simples se transforma em uma equação impossível, mas é tudo fruto do cansaço. Não é à toa que, depois de um descanso, eu absorvia muito melhor o conteúdo e resolvia os exercícios com mais facilidade”, comenta.

Foco nos estudos

A decisão de focar integralmente nos estudos começou no terceiro ano do ensino médio, período em que Giovanna percebeu que não tinha uma base sólida voltada para vestibulares. Apesar de estudar em uma escola particular, ela relata que o colégio não tinha foco no Enem. A mudança veio após a família decidir investir em uma formação mais direcionada, o que escancarou as diferenças de preparo em relação aos colegas.

O impacto foi grande, mas serviu como motivação. A estudante conta que entendeu que precisaria enfrentar alguns anos cursinho e que apenas estudar por muitas horas não seria suficiente. “Não era só estudar, é saber estudar”, resume.

‘Comparação não é inspiração’

Nesse processo de adaptação, Giovanna também precisou aprender a lidar com a comparação. Ao ingressar, no terceiro ano do ensino médio, em um colégio mais renomado, ela conta que passou a se comparar com colegas que já estavam naquele ambiente há mais tempo e tinham uma base mais sólida.

“Com o tempo, eu entendi que se inspirar no outro é saudável, mas a comparação deixa de ser justa quando a gente ignora o nosso próprio ponto de partida e o caminho que percorreu até ali”, explica.

Medicina e rotina de estudos

Giovanna conta que tinha uma rotina puxada. Acordava por volta das 5h da manhã para enfrentar o deslocamento até o cursinho, assistia às aulas a partir das 7h, fazia anotações detalhadas e seguia para uma longa jornada de estudos à tarde, organizada com apoio da coordenação pedagógica. O dia de estudos costumava terminar entre 20h e 20h30, chegando a se estender até 22h conforme a data do Enem se aproximava.

Durante o processo, a jovem decidiu se afastar parcialmente das redes sociais, acessando-as apenas em momentos pontuais. “Eu não era ativa no feed, não produzia conteúdo nem comentava. Às vezes entrava em momentos de ócio, sem grande envolvimento. Ser ativa nas redes demanda tempo, e naquele momento meu tempo estava reservado para os estudos”, contou em entrevista ao Mais Goiás.

Afastamento das redes e eventos sociais

Segundo ela, a decisão foi consciente. “Eu não deixei de usar totalmente as redes sociais, mas limitei bastante. Percebi que a pressão por engajamento e exposição não combinava com o momento que eu estava vivendo. Preferi um uso mais reservado, sem postagens, mantendo apenas o contato com pessoas próximas, o que me ajudou muito a manter o foco e o equilíbrio.”

Vida amorosa, festas, encontros com amigos e até eventos familiares também ficaram em segundo plano, especialmente durante a semana. “Eu tinha aula de segunda a sábado, simulados longos e estava sempre muito cansada. O domingo era dividido entre estudar um pouco e tentar descansar”, relembra.

Sonho de infância

A escolha pela medicina surgiu ainda na infância e foi se fortalecendo ao longo dos anos. “Sempre achei a medicina linda, gostava de ir a hospitais quando criança. Quando comecei a assistir à série Grey’s Anatomy, foi definitivo. Eu tenho uma visão até um pouco utópica da profissão”, brinca.

A aprovação em primeiro lugar foi celebrada com emoção por toda a família. Segundo ela, os pais sempre demonstraram orgulho pelo esforço, independentemente do resultado. “Mas estar em primeiro lugar em Medicina na UFG traz uma alegria e um orgulho imensos, não só para mim, mas para toda a minha família”, afirma.

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T CSM

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