Para o senador Romário (PL-RJ), o Brasil não pode repetir, na organização da Copa do Mundo feminina de 2027, os erros cometidos no Mundial masculino de 2014. Em discurso remoto na sessão desta terça-feira (16), ele afirmou que o país tomou uma “goleada histórica” dentro e fora de campo no evento de doze anos atrás.
Romário criticou estádios superfaturados, obras que não foram concluídas e desvios de recursos públicos, dizendo que esses problemas mancharam mais a imagem do país do que a derrota por 7 x 1 para a Alemanha. Segundo ele, enquanto o Brasil perdeu em campo, outras pessoas ganharam fora das quatro linhas, em referência à CPI do Futebol de 2015.
O senador observou ainda que, à exceção dos países árabes, “ninguém mais está gastando montanhas de dinheiro para organizar esses eventos”. Como exemplo, citou a Copa do Mundo masculina deste ano, organizada por Estados Unidos, Canadá e México, em que os estádios já existiam e receberam apenas adaptações ou pequenas reformas.
Romário afirmou que o mesmo deve ocorrer no Brasil em 2027. Na semana passada, ele foi relator do projeto que viabilizou os últimos ajustes fiscais para a Copa do próximo ano (PLP 55/2026) e lembrou que, sem maior impacto orçamentário, serão utilizados oito estádios que já haviam sido sedes na Copa de 2014.
Ao final, o ex-jogador destacou que o principal legado do torneio será social, com as imagens, os jogos, as crianças inspiradas, os turistas recebidos e o fortalecimento da imagem do Brasil como país do futebol.
Com informações da Agência Senado