Profissionais do HRSM vivenciam rotina de pacientes com bolsa de estomia

Profissionais do HRSM vivenciam rotina de pacientes com bolsa de estomia
Profissionais do HRSM vivenciam rotina de pacientes com bolsa de estomia | Imagem: Divulgação

Em 16 de junho de 2026, enfermeiros e técnicos de enfermagem do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Distrito Federal, vivenciaram a rotina de pacientes com bolsa de estomia em uma dinâmica de sensibilização, visando fortalecer o atendimento humanizado na unidade.

Profissionais do HRSM Vivenciam Desafios da Bolsa de Estomia

A iniciativa permitiu que os profissionais experimentassem os desafios diários enfrentados por pessoas que utilizam bolsas de estomia. Este dispositivo é empregado por pacientes submetidos a cirurgias no intestino ou sistema urinário, para a coleta de fezes ou urina através de uma abertura no abdômen. O objetivo foi além do reforço técnico, buscando desenvolver empatia e humanizar o atendimento.

A ação ocorreu no HRSM, gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), em resposta ao aumento de pacientes com bolsas de estomia devido a câncer ou outras condições clínicas complexas.

Vitor Firmino, enfermeiro estomaterapeuta do HRSM, explicou: “Muitos profissionais ainda tinham insegurança para realizar alguns cuidados e demonstravam receio por falta de familiaridade com a situação. Então pensamos em uma estratégia que pudesse aproximar a equipe dessa experiência.”

Cada participante recebeu uma bolsa de estomia para fixar no abdômen e foi instruído a realizar os cuidados de rotina. O desafio era usar a bolsa o maior tempo possível durante as atividades diárias. A ação incluiu premiações para os participantes que mantiveram a bolsa por mais tempo, como almoços em restaurantes, chocolates, bolos e sessões de hidratação capilar.

A Experiência que Transforma o Olhar

A proposta teve grande adesão, com cerca de 60% da equipe da Clínica Médica, aproximadamente 30 colaboradores, participando voluntariamente. Cristiane Fernandes, estomaterapeuta e uma das idealizadoras, afirmou que o resultado superou as expectativas: “Nosso objetivo era reforçar os conhecimentos técnicos, mas fomos surpreendidos pela sensibilidade de cada participante. Ao vivenciar na prática os desafios de usar uma bolsa de estomia, eles passaram a enxergar essa realidade de forma muito mais humana.”

A enfermeira Edna Soares, que já acompanhou familiares com o dispositivo, relatou que a experiência proporcionou uma nova compreensão das dificuldades: “Mesmo por pouco tempo, foi possível perceber o desconforto que ela provoca. A pele fica irritada, surge a coceira, é difícil encontrar uma posição confortável para dormir e isso acaba gerando desgaste emocional. Além das limitações físicas, muitas pessoas enfrentam vergonha, insegurança e receio de passar por situações constrangedoras.”

Segundo Edna, essa compreensão é crucial para o acolhimento e orientação dos pacientes. Ela destacou que as bolsas atuais são mais seguras e confortáveis, promovendo maior qualidade de vida. “Precisamos incentivar a independência e mostrar que é possível manter a rotina, conviver socialmente e seguir em frente sem se sentir excluído”, disse.

Edna concluiu que a iniciativa reforçou a importância de um atendimento humanizado: “Foi uma vivência muito rica. Quem precisa usar esse dispositivo merece ser tratado com respeito, atenção e sensibilidade. Estamos falando de pessoas que necessitam não apenas de assistência, mas também de compreensão e acolhimento.”

Informações fornecidas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).

T LB
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
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