O 1° tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça, tem quadro considerado extremamente grave, afirmou PM nesta segunda-feira (29). Pimentel passou por uma complexa cirurgia neurológica de emergência, na noite de sábado (27).
“A Polícia Militar do Estado de São Paulo informa que o Tenente PM Pimentel permanece internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. O quadro permanece extremamente grave, sendo acompanhado de forma permanente pela equipe médica”, traz nota da corporação nesta manhã.
O tenente é irmão de Eloá Pimentel, morta pelo ex-namorado em 2008, em caso que chocou o país. Ele pertence ao 1° Batalhão de Polícia de Choque, a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), considerada uma tropa de elite da corporação paulista.
Pimentel estava na avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, quando foi alvo de disparos, na manhã de sábado (27).
O policial estava à paisana, em uma motocicleta, parado em um semáforo, quando dois homens em outra moto se aproximaram e atiraram.
Pimentel foi atingido na cabeça. Equipes de resgate prestaram os primeiros socorros e ele foi transportado pelo helicóptero Águia.
Homens de 40 e 52 anos foram presos sob suspeita de participação no atentado contra o 1º tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos Reprodução A Justiça de São Paulo decretou neste domingo (28) a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, sob suspeita de envolvimento na tentativa de homicídio contra o policial.
Os investigados foram localizados pela PM em Guaianases, na zona leste da capital paulista, e encaminhados ao DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), onde foram ouvidos pela Polícia Civil.
Um terceiro homem, de 24 anos, esteve no departamento acompanhando o pai, um dos detidos, mas não foi preso. A identidade deles não foi divulgada e, com isso, a reportagem não conseguiu identificar os responsáveis pela defesa.
A prisão é temporária por 30 dias e os homens devem passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (29).
Segundo as investigações, há indícios de que os suspeitos tenham ligação com os homens que perseguiram e atiraram no policial militar.
Segundo a apuração policial, os homens presos teriam prestado apoio à ação criminosa, atuando de forma coordenada com os executores por meio de veículos que acompanharam a motocicleta utilizada no atentado antes e após os disparos.
Dois veículos que estavam sob posse dos investigados foram apreendidos e serão submetidos à perícia do Instituto de Criminalística. As investigações prosseguem para esclarecer a participação de todos os envolvidos e identificar os autores dos disparos, diz a polícia.
O chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar de São Paulo, coronel Ivan Gonzaga, classificou o atentado como “uma agressão ao Estado” e afirmou que toda a corporação acompanha o estado de saúde do oficial e presta apoio à família.
RELEMBRE O CASO ELOÁ PIMENTEL
Eloá Cristina Pimentel, 15, foi morta a tiros em 2008 após ser mantida refém pelo namorado, Lindemberg Alves, 22, por mais de cem horas no apartamento em que ela morava com a família, em Santo André, na Grande São Paulo.
O rapaz estava inconformado com o fim da relação, invadiu o local armado e fez a jovem refém. A polícia cercou o prédio e as negociações passaram a ser acompanhadas pela imprensa e tiveram até repercussão internacional.
A jovem foi baleada pelo namorado no momento em que a polícia invadiu o imóvel.