Paraná recebe Defensoras Populares e conclui implementação em 10 estados

O projeto Defensoras Populares foi lançado no sábado (27), em Curitiba (PR), marcando a conclusão do ciclo de implementação da iniciativa em dez estados brasileiros. Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o programa busca fortalecer a educação em direitos, ampliar o acesso à Justiça e contribuir para a prevenção da violência de gênero por meio da formação de lideranças femininas em seus territórios.

A iniciativa integra o programa Antes que Aconteça, da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto tem como objetivo fortalecer redes comunitárias de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de Justiça e assistência.

A cerimônia contou com a presença de deputadas federais, vereadoras, representantes do sistema de Justiça e do Governo Federal. Também participou da mesa de abertura a deputada federal e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em um gesto de reforço ao compromisso interinstitucional no enfrentamento da violência contra as mulheres.

O lançamento ocorreu em um contexto de agravamento da violência doméstica e familiar no Paraná. Segundo dados da Divisão de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Paraná, mais de 70 mil denúncias foram registradas no último ano, enquanto cerca de 32 mil medidas protetivas foram solicitadas no mesmo período. Embora os números tenham aumentado em relação ao ano anterior, especialistas apontam que esse crescimento também reflete uma maior disposição das vítimas em denunciar as agressões.

Para a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, os indicadores reforçam a necessidade de fortalecer as redes de proteção e garantir que as mulheres conheçam seus direitos e os mecanismos disponíveis para romper o ciclo da violência. Ela afirmou que a violência contra as mulheres “não é um problema privado” e que o projeto nasce para ampliar os caminhos de pedido de ajuda, formando mulheres que atuam como pontes de informação, acolhimento e acesso à Justiça em suas comunidades.

Com a conclusão da implementação nos dez estados contemplados, o projeto consolida uma estratégia nacional de prevenção baseada no fortalecimento de lideranças femininas, na promoção da cidadania e na construção de redes comunitárias capazes de identificar situações de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e facilitar o acesso aos serviços de proteção.

T CSM
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