HISTÓRIA
Ødegaard tem passagem polêmica pelo Real Madrid de Ancelotti, é poliglota, domina instrumentos musicais e aprecia filosofia
Quem é Ødegaard, jogador mais talentoso da seleção da Noruega (Foto: Instagram)
Erling Haaland é o principal talento da seleção da Noruega, mas não o único. O time que enfrenta o Brasil no domingo (5) tem um meio-campista muito talentoso, chamado Martin Ødegaard.
Ødegaard é diferente do perfil de jogador que estamos acostumados a ver no Brasil. É discreto, consome filosofia, pratica o pensamento crítico, fala quatro idiomas e toca instrumentos musicais (sobretudo o piano e a guitarra).
Sempre que pode, fala dos valores cristãos que orientaram a formação dele. O rapaz nascido em 1998 é filho de um ex-meio-campista chamado Hans Erik Ødegaard, que além de atleta foi treinador.
Martin deu os primeiros toques de bola dentro de casa, mas foi em um campo de grama sintética em Kjappen que aprimorou habilidades de controle e toque de bola. Esse campo tem uma história curiosa: para viabilizá-lo, a família fez um investimento coletivo de 50 mil coroas norueguesas (cerca de R$ 26 mil). Ele e o time em que jogava treinavam lá.
A estreia no futebol profissional aconteceu quando ele ainda estava no ensino médio, aos 15 anos, pelo Strømsgodset (mesmo time em que o pai dele jogava). Aos 16 foi adquirido pelo Real Madrid e colocado para jogar no time B. Quando chegou o momento de estrear no profissional, Ødegaard viveu uma das passagens mais polêmicas da vida dele.
O técnico do Real na época era Carlo Ancelotti – que hoje é técnico da seleção brasileira. Ancelotti teria desaprovado a iniciativa do presidente do clube, Florentino Pérez, de comprar o atleta e resistiu em escalá-lo. Sem o suposto aval do treinador, no norueguês foi emprestado por vários clubes da Holanda e Espanha até ser vendido em 2021 para o Arsenal.
Nos Gunners, Ødegaard se encontrou. O técnico Mikel Arteta o transformou em um dos pilares do time que conquistou o título da Premier League em 2025.