Avanço de facção faz TJ mudar estrutura

Empresa investigada por relação com PCC exporta ao Panamá carga do SUS vetada pela Anvisa
Empresa investigada por relação com PCC exporta ao Panamá carga – Reprodução

São Paulo, 6 – O avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC) e seus tentáculos na economia formal, setor de serviços e também em repartições da administração pública levou o Tribunal de Justiça de São Paulo a instalar uma base especializada em ações contra organizações criminosas. A nova estrutura transforma as atuais 1.ª e 2.ª Varas de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital em 1.ª e 2.ª Varas Estaduais de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores.

Também serão instaladas a 3.ª Vara Estadual da mesma especialidade e uma Vara Estadual das Garantias, voltada exclusivamente à fase investigativa desses delitos, além da Vara Estadual Especializada em Crimes contra a Ordem Tributária e Econômica e Crimes em Licitações e Contratos Administrativos.

O rearranjo integra projeto de gestão do desembargador Francisco Eduardo Loureiro, presidente do maior Tribunal de Justiça do País, que aloja 358 desembargadores e 2 mil juízes, além de 40 mil servidores em todo o Estado. Magistrados têm sido ameaçados com frequência por agentes do crime organizado.

A meta de Loureiro é fortalecer a especialização judicial e a capacidade de resposta do Judiciário diante do aumento do número de processos envolvendo organizações criminosas, marcados pela alta complexidade, múltiplos réus, operações financeiras sofisticadas e investigações de grande porte. A iniciativa do desembargador também está alinhada às discussões conduzidas nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça sobre a expansão dessa especialização judicial. Em 2026 já foram criados a Rede Nacional de Magistrados com Competência em Criminalidade Organizada e o Painel Nacional do Crime Organizado.

T CSM
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
plugins premium WordPress