PAULO RICARDO MARTINS
FOLHAPRESS
A Azul anunciou a investidores nesta segunda-feira (6) que a NYSE (New York Stock Exchange), a Bolsa de Valores de Nova York, aprovou a listagem das ações ordinárias (ADS, sigla para American Depositary Shares) da empresa.
Simultaneamente, a companhia aérea brasileira anunciou que cancelará, de forma voluntária, a listagem das ações na NYSE American -sucessora da antiga Amex (American Stock Exchange)-, uma bolsa voltada a papéis de empresas de menor porte. A Azul afirma ter entregue notificação por escrito à NYSE American para retirada da listagem.
A companhia diz ainda que pretende protocolar um requerimento junto à SEC (Securities and Exchange
Commission, a agência reguladora do mercado de capitais) para cancelar a listagem de suas ADSs na NYSE American no prazo mínimo de 10 dias corridos após a data de entrega da notificação à NYSE American –ou seja, a partir de 16 de julho.
A Azul prevê que a listagem na NYSE ocorra já na próxima quarta-feira (9), com início de negociação das ações por meio do código “AZUL” a partir da abertura do mercado na mesma data.
A empresa diz acreditar que a mudança servirá melhor aos acionistas e à comunidade de investidores em geral.
“A listagem na NYSE deverá aumentar nossa visibilidade na comunidade global de investimentos, expandir nosso acesso a investidores institucionais e fortalecer ainda mais nossa posição nos mercados de capitais internacionais”, disse John Rodgerson, CEO da Azul, em nota.
Segundo a Azul, as ações ordinárias da companhia permanecerão listadas e negociadas na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, sob o código “AZUL3”. A empresa diz que os atuais titulares de ações ordinárias e de ADSs não precisam adotar quaisquer providências em decorrência da transferência de listagem da NYSE American para a NYSE.
A Azul informou a investidores em fevereiro deste ano a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos, o chamado Chapter 11, iniciado em maio de 2025 para tentar reorganizar dívidas.
Junto com o fim do processo, a companhia anunciou um acordo de codeshare (compartilhamento de voos) com a American Airlines, que se comprometeu a fazer um investimento de US$ 100 milhões (R$ 517 milhões) na empresa brasileira.
Em maio, a Azul anunciou um prejuízo líquido ajustado de R$ 44,4 milhões no 1º trimestre deste ano, resultado que representa uma melhora de quase 98% na comparação com o mesmo período do ano passado. À época, a companhia aérea havia registrado prejuízo de cerca de R$ 1,82 bilhão.
RAIO-X | AZUL
Prejuízo no 1º trimestre: R$ 44,4 milhões
Número de passageiros: 32 milhões (2025)
Número de tripulantes: 15 mil
Principais concorrentes: Gol e Latam