Pesquisa aponta rejeição à continuidade de Neymar na Seleção

Um levantamento da IMO Insights indica que 46% dos entrevistados consideram encerrado o ciclo de Neymar com a Seleção Brasileira, enquanto 36% defendem sua permanência. Outros 18% não concordam nem discordam.

A pesquisa, chamada Eu Vi o Brasil – O país do futebol?, também mostra que 67% veem na eventual saída do atacante espaço para uma renovação pensando em 2030. Apenas 14% pensam diferente, e 18% não têm opinião definida.

Segundo a diretora de Operações da IMO, Simona Karen Miranda, em relação ao período antes do início da Copa, Neymar perdeu seis pontos percentuais como jogador preferido, ganhou três pontos como o jogador de quem os brasileiros menos gostam e caiu cinco pontos como o atleta que melhor representa o espírito da Seleção. Para ela, os números sugerem que a discussão sobre o atacante deixou de ser apenas técnica e passou a refletir um desejo de mudança de ciclo.

Neymar conviveu com lesões ao longo do último ciclo e, na Copa deste ano, apresentou-se à Seleção ainda no Brasil com uma lesão grau dois na panturrilha direita. Ao todo, esteve em campo por apenas 55 minutos no Mundial, somando 15 minutos na terceira rodada, diante da Escócia, e cerca de 40 na eliminação para a Noruega, quando marcou de pênalti.

O futuro do atacante como profissional também é incerto. Seu pai e empresário, Neymar da Silva Santos, publicou uma carta aberta após a eliminação para a Noruega pedindo que o filho não pare. Neymar tem contrato até o fim deste ano com o Santos e se reapresentou ao clube na última sexta-feira (17).

Se a passagem pela Seleção tiver chegado ao fim, Neymar se despede com 80 gols em 130 jogos oficiais pela Fifa, marca que o coloca como maior artilheiro da Amarelinha, à frente de Pelé, com 77. Ele também conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e a Copa das Confederações de 2013.

A pesquisa aponta ainda que o novo ciclo da Copa deve vir acompanhado de mudanças profundas na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para 86% dos entrevistados, a entidade precisa de transformações para que o Brasil volte a ser uma potência no futebol mundial. Além disso, 72% atribuem aos problemas de gestão parte da queda precoce da Seleção.

Apesar disso, apenas 14% apontaram a CBF como principal responsável pela eliminação nas oitavas. O desempenho dos jogadores foi citado por 30%, as decisões de Ancelotti por 20% e a convocação por 19%. Só 6% disseram que a Noruega simplesmente foi melhor.

Simona afirmou ainda que 70% reconhecem que o Brasil perdeu protagonismo no cenário mundial, mas que prevalece a percepção de que o problema está na forma como a Seleção jogou esta Copa, e não em uma perda definitiva da capacidade do país de revelar talentos ou voltar a disputar títulos.

T CSM
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
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