As investigações foram confiadas ao Órgão Central de Combate aos Crimes contra a Humanidade (OCLCH), detalhou essa promotoria especializada, e o caso foi aberto “pelo crime de tortura segundo a Convenção de Nova York contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, de 10 de dezembro de 1984”.
A investigação preliminar foi iniciada em 1º de julho de 2026 “após as denúncias de duas pessoas que participaram de uma flotilha rumo a Gaza em outubro de 2025”, destacou a PNAT, que inclui uma seção especializada em crimes contra a humanidade.
A promotoria mantém aberta outra investigação preliminar por torturas e crimes de guerra, desta vez relacionada com outra flotilha rumo a Gaza em maio de 2026.
As condenações internacionais se multiplicaram desde maio devido ao tratamento dispensado, no mar e em terra, aos 430 ativistas de diversos países dessa flotilha de caráter humanitário, destinada a romper o bloqueio de Gaza.
As autoridades militares e penitenciárias israelenses rejeitaram essas acusações.
A Itália abriu uma investigação semelhante, enquanto a Austrália anunciou uma apuração independente.