Intercooperação promove nova parceria entre Coagro e Coopavel

Quem está ligado a uma cooperativa não precisa construir uma fábrica “do zero” para entrar em novo negócio. Pode aproveitar uma indústria que outra cooperativa já construiu e explorar as sinergias entre as operações, em uma lógica semelhante à das joint ventures empresariais. No cooperativismo, essa estratégia é chamada de intercooperação (o 6º dos 7 princípios do setor) e vem sendo cada vez mais usada para evitar a duplicação de investimentos e obter ganhos de escala com a otimização de estruturas existentes.

Um exemplo recente está na parceria entre a Coagro, de Capanema, e a Coopavel, de Cascavel, no Paraná. A Coopavel passa a fornecer fertilizantes e bioinsumos que serão vendidos aos cerca de 6,4 mil cooperados da Coagro com a marca da própria cooperativa. Para uma, aumenta a escala de uma estrutura industrial existente; para a outra, amplia o portfólio sem repetir investimentos.

Próximo ao Parque Nacional do Iguaçu, Capanema tem condições favoráveis ao cultivo do milho safrinha. A menor ocorrência de geadas permite estender o período de plantio do grão, que exige mais fertilizantes do que a soja, especialmente nitrogênio e potássio. “O produtor precisa de um produto de qualidade, que responda na hora que a planta vai germinar e crescer, na hora que vai frutificar, na hora que vai encher o grão. E de menor preço também, porque, quando o preço é muito alto, ele acaba colocando menos fertilizante, o que não é bom”, relata o presidente da Coagro, Sebaldo Waclawovsky.

Lógica da intercooperação é somar sinergias e diminuir custos

A Coopavel produz fertilizantes e bioinsumos e tem uma estrutura industrial que atende também outras cooperativas da região. A matéria-prima dos fertilizantes chega via ferrovia, a partir do Porto de Paranaguá, o que ajuda a reduzir os custos em relação a produtos vindos de outras regiões. “Isso vai ser excelente para os produtores da região, pois a Coopavel produz bioinsumos que estão modernizando e melhorando a produtividade. E, com a marca própria, se mantém a identidade com o nosso cooperado”, afirma Sebaldo.