Declarações de Michael Benz foram feitas durante entrevista a Steve Bannon
O norte-americano Michael Benz, que foi chefe da divisão de informática do Departamento de Estado durante o primeiro governo Trump, denunciou como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) prejudicou a campanha de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
As declarações foram feitas ao The War Room, programa de entrevistas apresentado pelo exestrategista-chefe da Casa Branca e conselheiro de Trump, Steve Bannon, na tarde da segunda-feira, 3
Segundo Benz, a Usaid financiou e coordenou uma ampla operação de censura e controle de informações no Brasil, com o objetivo explícito de minar o apoio ao ex-presidente brasileiro, descrito por ele como o “Trump tropical”. Benz descreve a Usaid como “um agente flexível” que atua como um braço de influência política global entre o Departamento de Estado, o Pentágono e a CIA.
Benz destacou que a Usaid declarou publicamente o populismo como uma ameaça à democracia. Essa postura, segundo ele, justificou uma “cruzada de censura” contra movimentos populistas em todo o mundo, como Donald Trump nos EUA, Marine Le Pen na França, Matteo Salvini na Itália, Nigel Farage no Reino Unido e Jair Bolsonaro no Brasil.
“Quando ondas populistas varreram o mundo — nos EUA em 2016 com Trump, e com o que aconteceu em toda a Europa com Marine Le Pen, Matteo Salvini e Nigel Farage — a Usaid declarou uma guerra santa de censura contra cada um desses grupos populistas, incluindo Bolsonaro”, afirmou Benz.
Segundo ele, a agência teria investido dezenas de milhões de dólares em operações de influência no Brasil, como o financiamento de leis contra desinformação e a pressão sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para censurar mensagens de Bolsonaro em redes sociais.
“Foi a Usaid que gastou dezenas de milhões de dólares do dinheiro dos contribuintes norteamericanos para financiar a pressão para aprovar leis contra desinformação no Congresso brasileiro, financiando os advogados que pressionaram o TSE a reprimir os tuítes, mensagens no WhatsApp e no Telegram de Bolsonaro”, disse Benz.
Ele ainda citou um dos beneficiários da Usaid, que teria declarado publicamente que o objetivo era “eliminar o intercâmbio internacional de ideias entre o movimento Trump e o movimento Bolsonaro”. Para Benz, isso ilustra a estratégia da agência de combater o populismo como um obstáculo aos seus objetivos de política externa.
Tribuna Livre, com informações do Pleno News