Praça dos Três Poderes segue cercada após ordem de Moraes

Foto: Pierre Triboli/Câmara dos Deputados

Local havia sido interditado na madrugada de sábado, após ordem do ministro do STF, que proibiu novos acampamentos

A Praça dos Três Poderes foi reaberta para visitação pública neste domingo, 27, mas segue cercada por grades e com restrições de acesso. Visitantes que carregam mochilas são submetidos a revista logo na entrada, segundo a Polícia Militar.

Como mostramos, o local havia sido interditado na madrugada de sábado, após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu novos acampamentos.

A Praça dos Três Poderes foi reaberta para visitação pública neste domingo, 27, mas segue cercada por grades e com restrições de acesso. Visitantes que carregam mochilas são submetidos a revista logo na entrada, segundo a Polícia Militar.

Como mostramos, o local havia sido interditado na madrugada de sábado, após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu novos acampamentos.

A decisão foi tomada depois que deputados bolsonaristas, liderados por Hélio Lopes (PL-RJ), montaram uma manifestação diante da corte em protesto contra as medidas judiciais impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Turistas que estiveram na praça durante o fim de semana reclamaram do bloqueio. A entrada nos prédios vizinhos, como o Congresso Nacional, continuava liberada.

Novo 8/1

Na decisão de sexta-feira, Moraes afirmou que o bloqueio da praça visa evitar novos ataques como os registrados em 8 de janeiro de 2023, quando prédios dos Três Poderes foram depredados.

Para o ministro, “a praça é área de segurança e não será permitido que apoiadores de diversos réus […] organizem novos acampamentos ilegais para coagir os ministros de nossa Suprema Corte, na tentativa de obstrução à Justiça”.

Ainda segundo Moraes, o Estado democrático de Direito não pode ser colocado em negociação.

“Não é razoável a repetição do lamentável erro anterior de permitir a organização de criminosos acampamentos golpistas”, escreveu.

O ministro também responsabilizou autoridades pela omissão em 8 de janeiro e comparou a tolerância com os acampamentos a uma política fracassada de apaziguamento.

“Foi uma repetição da ignóbil política de apaziguamento, cujo fracasso foi amplamente demonstrado na tentativa de acordo do então primeiro-ministro inglês Neville Chamberlain com o nazismo de Adolf Hitler.”

A intimação para retirada dos parlamentares foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República e acatada por Moraes, que determinou ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), a remoção imediata dos manifestantes. O próprio governador compareceu ao local para garantir o cumprimento da ordem.

Tribuna Livre, com informações do Supremo Tribunal Federal (STF)

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