INSS age rápido para destravar pagamentos a milhões de brasileiros

(Reprodução/Agência Brasil) Reprodução

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou uma ação estratégica para reduzir as filas e acelerar a concessão de benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

A medida envolve a chegada de 500 novos peritos médicos federais, aprovados em concurso público realizado após 15 anos sem certame para a área.

As primeiras 250 nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (30). Os profissionais devem tomar posse ainda em agosto. O concurso, realizado pelo Cebraspe em fevereiro de 2025, contou com quase 14 mil inscritos.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacou a importância da medida:

“Os novos peritos irão atuar onde a espera é maior. Esse reforço vai fazer diferença real para o cidadão que aguarda por atendimento”, afirmou.

Regiões prioritárias

O reforço será direcionado a 235 municípios, com foco nas regiões que concentram as maiores filas:

Ao todo, 88 peritos atuarão no Norte e 268 no Nordeste. As demais vagas serão distribuídas conforme a demanda.

Entre as cidades que receberão os novos peritos estão: Manaus (AM), Macapá (AP), Barreiras (BA), Caucaia (CE), Imperatriz (MA), Caxias (MA), Juína (MT), Sinop (MT), Foz do Iguaçu (PR), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Bagé (RS), Ji-Paraná (RO), Boa Vista (RR), Palmas (TO) e Ribeirão Preto (SP).

Discussão sobre mudanças na perícia do BPC

Paralelamente, o governo avalia um modelo para terceirizar as perícias do BPC (Benefício de Prestação Continuada)por meio da AgSUS (Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS). O objetivo seria controlar a alta nas concessões, que subiram 26% desde 2022, chegando a 6,34 milhões de beneficiários em junho de 2025.

A proposta enfrenta resistência da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), que critica o risco de fragilidade técnica e pressões políticas:

“Somente a carreira federal da perícia médica tem a necessária blindagem para análises isentas”, afirmou Francisco Eduardo Cardoso Alves, vice-presidente da ANMP.

Tribuna Livre, com informações do INSS

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