Racha no Cidadania pode levar a aliança com a extrema-direita, diz Cristovam

Racha no Cidadania pode levar a aliança com a extrema-direita, diz Cristovam
Racha no Cidadania pode levar a aliança com a extrema-direita, diz Cristovam | Imagem: Divulgação

Futuro do Cidadania em xeque

O presidente do diretório do Cidadania no Distrito Federal, Cristovam Buarque, expressou preocupação com o futuro do partido após decisão judicial. A disputa interna sobre a presidência da sigla é o foco da crise.

Buarque declarou que o grupo de filiados que apoiam a permanência de Roberto Freire na presidência pretende se aliar à extrema-direita. “Se vencer esse golpe jurídico, o partido irá para o que há de mais radical da direita. Não é essa a ideia nem a tradição do partido. O partido nasceu da família progressista”, avaliou.

Entenda a crise no Cidadania

  • Em 7 de dezembro, o desembargador José Firmo Reis Soub determinou que Roberto Freire reassumisse a presidência do partido. O magistrado reconheceu irregularidades em reunião do Diretório Nacional que destituiu o então presidente, em 2023.
  • Comte Bittencourt, que havia assumido a presidência em 2023, não aceitou a decisão e recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi negado pelo ministro Gilmar Mendes em dezembro de 2025.
  • Em 13 de janeiro, o desembargador Soub proibiu uma autoconvocação do diretório nacional, entendendo que a ação “configura afronta”.
  • O magistrado também oficiou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que retificasse o Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP), incluindo Roberto Freire como presidente nacional do Cidadania.

Consequências da disputa no Cidadania

Cristovam acredita que a participação do partido nas eleições de 2026 está comprometida. “Já está atrapalhando as eleições deste ano. O partido deveria estar fazendo a nominata de candidatos e as alianças. Não estamos podendo fazer isso, não temos como compor uma nominata”, afirmou.

“É muito perigoso para a estabilidade não só do nosso partido. Fica a possibilidade de que os partidos sejam controlados de fora para dentro, por grupos com acesso ao Poder Judiciário”, completou Cristovam.

O ex-senador questionou o momento em que o outro grupo passou a questionar a permanência de Comte no comando da sigla. “Foi agora que se explicitou a união com o PSB, o que nos levaria a apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. Esse grupo não quer essa opção do Cidadania pelo presidente Lula”.

T LB
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