Um salva-vidas de 24 anos, identificado como Guilherme da Guerra Domingos, morreu na terça-feira (13) após um acidente no parque aquático Wet’n Wild, em Itupeva (SP). A família da vítima afirma que, segundo colegas de trabalho, ele tentava recuperar uma aliança perdida em uma das piscinas no momento do ocorrido.
Investigação apura morte de salva-vidas e versões conflitantes
A Polícia Civil investiga o caso. Um boletim de ocorrência, baseado no relato de um funcionário, indica que Guilherme foi sugado pelo ralo do brinquedo e se afogou. O delegado Roberto Souza Camargo Júnior, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, afirmou que é prematuro apontar as causas do acidente e que aguarda os laudos periciais. A Polícia Técnica realizou uma perícia no local na quarta-feira (14).
Posicionamento do parque aquático
Em nota, o Wet’n Wild contradiz a versão do afogamento por sucção, afirmando que a atração Water Bomb, onde o incidente aconteceu, não possui ralo. Segundo a empresa, o sistema hidráulico utiliza drenos laterais e a atração opera há 17 anos sem registro de ocorrências. O parque informou apenas que o funcionário apresentou uma ‘intercorrência’ após uma intervenção no local.
A empresa também declarou que seus salva-vidas são certificados por uma equipe norte-americana e passam por treinamentos mensais. O Wet’n Wild afirmou possuir todas as licenças de operação, fato confirmado pela prefeitura, e que está colaborando com as investigações.
Relato da família e colegas
A família de Guilherme, no entanto, mantém a versão de que ele foi sugado. Idilaine da Guerra, irmã da vítima, relatou que colegas de trabalho que compareceram ao velório, na quarta-feira (14) em Bragança Paulista (SP), confirmaram a informação. ‘Pelo que ouvi de alguns funcionários, o ralo não tinha tampa, ele ficou lá se debatendo’, disse ela. Idilaine acrescentou que um estilete foi necessário para cortar a camiseta de Guilherme e retirá-lo da água.
Guilherme trabalhava no parque há quatro anos e havia sido promovido a líder dos salva-vidas em outubro do ano anterior. ‘Estamos sem entender o que aconteceu, porque o Gui era um bom funcionário’, lamentou a irmã.
Após ser retirado da piscina, Guilherme recebeu atendimento do Serviço de Urgência e Emergência do município e foi levado ao Hospital Municipal Nossa Senhora Aparecida, onde o óbito foi confirmado. A irmã foi informada por um médico que ele já chegou sem vida ao hospital. O parque não funcionou na quarta-feira, com reabertura prevista para quinta-feira (15). Em nota, o Wet’n Wild lamentou o ocorrido e afirmou estar prestando assistência à família.