BoE/Bailey: crescimento mais lento e obstáculos dificultam consenso de apoio ao livre comércio

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, afirmou que o crescimento mais lento e os obstáculos a essa expansão dificultam a obtenção de consenso interno para apoiar a cooperação internacional e o livre comércio. A declaração foi dada em discurso preparado para evento do Bellagio Group, nesta sexta-feira, 16.

Segundo ele, embora a abertura apoie o crescimento e reduza a pobreza global, ela pode ter consequências “distributivas” nas economias, e houve uma erosão do chamado capital social e da coesão interna.

O dirigente mencionou que vê quatro obstáculos principais para o crescimento: ciclos de produtividade e o desenvolvimento industrial envolve mudanças que “ocorrem em surtos discretos”, separados uns dos outros por períodos de relativa calma; a maioria dos países enfrenta populações que estão envelhecendo; demandas por gastos com defesa estão aumentando, elevando pressões fiscais; e choques econômicos relacionados ao clima e das consequências das políticas escolhidas para lidar com esses choques.

“Em conjunto, esses obstáculos ao crescimento representam uma força poderosa que complica o funcionamento do sistema internacional”, pontuou, ao acrescentar que a estabilidade financeira é uma condição para o crescimento.

Bailey ainda ressaltou que o populismo tem tornado os desafios econômicos ainda mais difíceis e, para isso, defendeu mais ação e não palavras. O presidente do BoE também ponderou que “agora não é hora” de fechar o mundo aos benefícios do comércio, ressaltou a necessidade de reconhecer a importância das instituições multilaterais e investir nelas, “no sentido mais amplo”, além de buscar viabilizar a próxima grande contribuição para o crescimento da produtividade global.

T CSM
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