Homem investigado por morte de bebê é preso em Anápolis ao violar medida protetiva

Homem investigado por morte de bebê é preso em Anápolis ao violar medida protetiva
Homem investigado por morte de bebê é preso em Anápolis ao violar medida protetiva | Imagem: Divulgação

Um homem investigado pela morte de sua filha de três meses foi preso em Anápolis, na sexta-feira (16), juntamente com sua companheira, por violar uma medida protetiva. A determinação judicial impedia o contato do investigado com seus outros filhos, mas o casal foi flagrado descumprindo a ordem.

Prisão por descumprimento de medida protetiva

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) realizou a prisão após receber denúncias sobre a violação. Segundo a delegada Aline Lopes, responsável pela unidade, o homem havia sido liberado da prisão em dezembro de 2025, com a obrigação de usar tornozeleira eletrônica e obedecer a medidas protetivas de urgência.

As investigações apontaram que, logo após sua soltura, ele retomou o relacionamento com a companheira e o convívio com as crianças, ignorando a proibição judicial de qualquer tipo de contato com os filhos.

Flagrante e tentativa de fuga

Agentes da DPCA foram até a residência do casal para verificar as denúncias. Ao chegarem, encontraram as crianças escondidas em um cômodo nos fundos do imóvel. A delegada informou que a ocultação das crianças ocorreu no momento da chegada da polícia.

O homem recebeu voz de prisão e tentou fugir, correndo por alguns metros e se escondendo em um lote próximo, mas foi capturado. A investigação concluiu que a companheira dele incentivou a fuga e tentou obstruir a ação policial, mesmo tendo ciência da medida protetiva. Ambos foram autuados em flagrante e encaminhados a uma unidade prisional, onde aguardam decisão da Justiça.

Investigação sobre a morte da bebê

O homem já era investigado pela morte de sua filha, Elza Mariana, de três meses, ocorrida em Anápolis. Em agosto de 2025, a bebê foi levada a uma unidade de saúde com sinais de espancamento. Na ocasião, o pai alegou que a criança havia se engasgado com leite materno.

No entanto, laudos médicos constataram um traumatismo craniano grave, o que contradisse a versão apresentada. A menina foi transferida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu dias depois.

O Ministério Público de Goiás indiciou o pai por homicídio qualificado e maus-tratos, crimes cujas penas somadas podem ultrapassar 35 anos de reclusão. A mãe da bebê também pode ser responsabilizada por maus-tratos, conforme a apuração do MP.

A DPCA informa que denúncias podem ser feitas anonimamente pelos telefones (62) 3328-2721 ou pelo WhatsApp (62) 98595-6560, com sigilo garantido.

T LB

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