As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, entram nesta segunda-feira (19/1) no 16º dia sem confirmação do paradeiro das crianças, desaparecidas desde 4 de janeiro no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão.
Ao longo do fim de semana, a força-tarefa foi reforçada com a entrada da Marinha do Brasil, que passou a atuar no Rio Mearim com o uso de side scan sonar. O equipamento permite mapear o fundo e a coluna d’água mesmo em locais de baixa visibilidade, ampliando as possibilidades de localização.
As buscas em área de mata seguem de forma paralela às investigações policiais. Segundo o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, todas as hipóteses continuam sendo analisadas. Um inquérito policial foi instaurado e é conduzido por uma comissão especial da Polícia Civil.
De acordo com o governo estadual, mais de 500 pessoas participam da operação, que reúne forças federais, estaduais, apoio de outros estados e voluntários da comunidade local. Até o momento, as equipes já realizaram varreduras em uma área superior a 3.200 km², dividida em quadrantes, com apoio aéreo, drones, helicópteros e cães farejadores.
A força-tarefa conta com a atuação integrada da Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros do Maranhão, bombeiros dos estados do Pará e Ceará, Exército Brasileiro, Polícia Militar Ambiental, Polícias Civil e Militar do Maranhão, além da PRF, Defesa Civil, Guarda Municipal e voluntários.
A área central das buscas foi definida a partir do relato de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças. Ele também desapareceu no dia 4 de janeiro, mas foi encontrado com vida três dias depois. Segundo o menino, o último local onde esteve com os primos é uma cabana abandonada conhecida como “Casa Caída”, próxima ao Rio Mearim.
No local indicado, cães farejadores apontaram a passagem das crianças, o que levou à intensificação das buscas terrestres, fluviais e subaquáticas na região. Até o momento, porém, não houve novas pistas concretas sobre o destino de Ágatha e Allan.