Incêndios florestais no sul do Chile causaram pelo menos 19 mortes, conforme relatório das autoridades nesta segunda-feira (19). O governo chileno, sob a liderança do presidente Gabriel Boric, declarou estado de catástrofe nas regiões de Ñuble e Biobío, onde os maiores focos estão concentrados, a cerca de 500 km ao sul de Santiago.
Os bombeiros combatem 23 incêndios ativos em todo o país, com os mais graves consumindo mais de 20 mil hectares de vegetação. O maior deles ultrapassou 14 mil hectares nos arredores da cidade de Concepción, atingindo comunidades como Penco e Lirquén, onde centenas de casas foram destruídas. Até o domingo (18), o número de vítimas era de 16, com 15 mortes em Biobío e uma em Ñuble, e a área afetada era estimada em 8,5 mil hectares.
Cerca de 20 mil pessoas foram evacuadas devido ao risco iminente. O ministro da Segurança, Luis Cordero, alertou para a persistência de condições adversas, com temperaturas previstas de até 37 graus Celsius e ventos fortes que facilitam a propagação das chamas. Embora a noite tenha ajudado a controlar alguns focos menores, as autoridades preveem o surgimento de novos incêndios ao longo do dia.
O episódio faz parte de uma onda de calor que afeta o Chile e a Argentina desde o início do ano. Na Patagônia argentina, incêndios recentes queimaram cerca de 15 mil hectares. As equipes de resgate continuam avaliando os danos, enquanto o governo mobiliza todos os recursos disponíveis para conter a situação.