No próximo dia 4 de fevereiro, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) começará a recolher assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que visa responsabilizar pessoalmente o deputado ou senador pelo desvio de recursos que acontecer a partir de uma emenda ao orçamento de sua autoria.
A ideia do projeto é que o CPF do parlamentar fique diretamente vinculado à emenda. Se o dinheiro sumir pelo ralo, ele será acionado para ressarcir. O MCCE pretende, assim, tentar coibir pelo menos um pouco a atual farra orçamentária que vem sendo investigada pela Polícia Federal pela Operação Overclean.
Para além de efetivamente algum parlamentar botar o dinheiro desviado no bolso – o que, mostram as investigações, eventualmente acontece –, o MCCE entende que esse dinheiro se tornou hoje a “graxa” que move a engrenagem político-eleitoral. O dinheiro que se desvia das obras é que financia o acerto com prefeitos e cabos eleitoral em cada município da base do deputado ou senador, tornando desigual a disputa política. Como explica Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.