O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), lamentou nesta terça-feira (20) a morte de um casal arrastado dentro do carro por uma enchente na zona sul de São Paulo na última sexta-feira (16). Ele afirmou ter investido mais de R$ 9 bilhões em obras para conter alagamentos na capital.
O episódio ocorreu durante uma enxurrada na avenida Carlos Caldeira Filho após o transbordamento do córrego Morro do S.
As vítimas, o motorista de aplicativo Marcos da Mata Ribeiro, 68, e a costureira Maria Deusdete Bezerra Ribeiro, 67, estavam em um Hyundai HB20 que caiu na galeria subterrânea do córrego.
“É muito triste. Não tivemos só esses dois. No ano passado um jovem também desapareceu naquela região. Eu vivi ali e na vida inteira vi aquilo acontecer”, afirmou Nunes, que disse fazer “de tudo, com todo o esforço, para resolver esses problemas”.
“Até por uma questão emocional, da minha história, para mim é fundamental concluir aquela obra”, afirmou Nunes após solenidade para a entrega de novas viaturas e armas não letais à Guarda Civil Metropolitana (GCM).
O prefeito afirmou ter investido R$ 9,3 bilhões em obras de drenagem na capital. “Entreguei nove reservatórios e temos outros oito em obras”, continuou.
Uma das pendências é o piscinão do Capão Redondo, na região onde o casal morreu, que deveria ter sido entregue no ano passado.
Segundo Nunes, o atraso se deve a rochas encontradas no local por parte da empresa responsável pelo serviço. “A empresa se deparou com rochas no fundo. É um piscinão com 14 metros de profundidade.
Fizemos 12 metros de vala, mas essas rochas atrasaram a obra”, afirmou.
A prefeitura instalou barreiras de contenção entre a avenida e o córrego no dia seguinte ao episódio que matou o casal. “Ali nunca houve proteção”, disse o prefeito.
No sábado, a administração municipal afirmou à Folha de S.Paulo que a contenção metálica do local foi vandalizada e furtada -de acordo com o prefeito, eram equipamentos de proteção para pedestres que “talvez sequer segurariam o volume de água e os veículos”.
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O prefeito comentou também a prisão de sua irmã, detida na semana passada após ser reconhecida pelo programa Smart Sampa dentro de uma unidade de saúde, e declarou que não tem relações com ela há mais de 15 anos.
O mandado de prisão contra Janaína Reis Miron, 49, estava pendente de cumprimento e era relacionado aos crimes de desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante. Ela foi solta no dia seguinte, durante audiência de custódia.
“A nossa família tentou de tudo para ela poder sair do vício. Infelizmente, a gente não conseguiu”, afirmou. “A lei é para todo mundo e isso demonstra a eficiência do Smart Sampa.”