Um policial militar desapareceu na madrugada desta terça-feira (20) na praia da Barra do Una, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.
A corporação não deu detalhes sobre a identidade do agente ou sua cidade de origem. A principal linha de investigação é a de afogamento, mas segundo a polícia nenhuma hipótese está descartada.
O PM integra o efetivo da Operação Verão e estava na praia, ao lado de outros colegas, momentos antes de sumir. Era madrugada, por volta de 2h, e o episódio se deu durante a folga do agente.
Ele teria se deslocado até o rio Una para lavar os pés, dizendo aos demais que voltaria logo em seguida e para que todos retornassem à pousada onde estavam hospedados. O agente não deu mais sinais.
As buscas começaram a ser feitas assim que a ausência do PM foi constatada, cerca de 15 minutos depois, mas até agora elas foram infrutíferas.
“O local é caracterizado por ser uma área isolada, sem iluminação pública, com baixa visibilidade, mar bastante agitado, forte correnteza marítima e o rio Una apresentava profundidade elevada naquele momento”, declarou a corporação em nota.
Segundo a PM, “as condições ambientais eram desfavoráveis, especialmente no período noturno”.
As buscas mobilizam agentes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e abrangem “áreas terrestres, aquáticas e aéreas, com a participação de diversos policiais militares”. O helicóptero Águia também atua nas diligências.
Dez pessoas morreram afogadas no litoral de SP no início de 2026
Ao menos dez pessoas morreram afogadas nas praias do litoral paulista nos primeiros dias de 2026, segundo o GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), responsável pela segurança e salvamento nas praias.
Cinco desses casos ocorreram no primeiro dia do ano -de acordo com o Corpo de Bombeiros, os óbitos foram registrados em Bertioga, Guarujá e Praia Grande, na Baixada Santista.
Cuidados na praia
Para reduzir os riscos, o Corpo de Bombeiros recomenda que as pessoas evitem entrar no mar após o consumo de bebidas alcoólicas. Também é importante não subir em encostas ou pedras e não usar objetos flutuantes, como colchões infláveis, na água.
As correntes que avançam para áreas mais profundas são a principal causa de afogamentos, diz a corporação, que pegam banhistas de surpresa.