Trump critica Europa e diz que países deveriam seguir os passos dos EUA na economia

Em meio a escalada de tensões em busca da Groenlândia, o presidente dos EUA, Donald Trump, chega ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça. No início do discurso, na tarde desta quarta-feira (21), o presidente provocou países europeus e disse que eles deveriam seguir o que os Estados Unidos estão fazendo em termos econômicos.

“Alguns lugares na Europa, francamente, não são mais reconhecíveis. Vocês podem discutir, mas é isso. Meus amigos voltam da Europa e dizem que não reconhecem. Eu amo a Europa e quero ver a Europa ir bem, mas [o continente] está indo na direção errada”, disse Trump.

Segundo o republicano, nos últimos anos houve um consenso em Washington e na Europa de que a única forma de impulsionar uma economia seria com gastos governamentais e uma política de imigração.

“O consenso era que os chamados ‘trabalhos sujos’ e indústria pesada deveria ser mandada para fora e que a energia acessível deveria ser substituída pela máfia da energia verde”, disse o presidente em tom de crítica.

Os ataques ao continente acontecem logo após o presidente descrever resultados positivos da economia americana. “Os Estados Unidos está no caminho mais rápido de crescimento da história do país”, afirmou.

O republicano reiterou que as pessoas estão “muito felizes” com ele. “Quando os EUA vai bem, o mundo vai bem, quando vai mal, todos caem.”

Na terça (19), o FMI estimou crescimento de 2,4% no PIB dos EUA em 2026, um aumento de 0,3 ponto percentual em relação às projeções anteriores.

O republicano em diferentes momentos se gabou pelos bloqueios e ter desmantelado usinas de energia renovável nos EUA. Também criticou por diversas vezes a política migratória da Europa e reforçou suas políticas migratórias.

Esta é a primeira ida de Trump a Suíça em seis anos. No início do discurso, o republicano agradeceu a presença e brincou que estava diante de amigos e inimigos no evento. Antes de embarcar ao evento, o republicano afirmou em entrevista a jornalistas que imaginava que seria um interessante momento e que não fazia ideia o que poderia esperar do evento.

Na véspera da aguardada fala do republicano, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, falou no evento e pediu que os países europeus evitassem qualquer tipo de retaliação diante da empreitada de Trump de assumir o controle da ilha de domínio dinamarquês e pediu que os aliados tivessem a mente aberta sobre o tema.

“Digo a todos: acalmem-se. Respirem fundo. Não revidem. O presidente estará aqui amanhã e transmitirá sua mensagem”, disse Bessent. O americano afirmou que as tarifas devem ser entendidas como um intrumento de negociação e não como um ataque direto à Europa.

“O uso de tarifas tem sido uma forma eficaz de levar países à mesa de negociação em temas estratégicos”, afirmou o secretário.

T CSM

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