Polícia mantém hipótese de que corretora desaparecida em Caldas Novas esteja viva

DESAPARECIDA HÁ 35 DIAS

Segundo a polícia, cerca de 15 pessoas foram ouvidas até o momento, todas tratadas como envolvidas, e não como investigadas

Corretora desaparece após descer ao subsolo de prédio para religar energia em Caldas Novas (Foto: Reprodução/Vídeo)

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A Polícia Civil de Goiás (PCGO) segue investigando o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, de 43 anos, ocorrido no dia 17 de dezembro, em Caldas Novas. Apesar de o caso ser conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), o delegado André Luiz Barbosa afirma que a principal linha de apuração considera a possibilidade de que Daiane esteja viva. Segundo a polícia, como não há comprovação de crime até o momento, diferentes hipóteses seguem em análise, incluindo a de que ela tenha deixado o local por vontade própria ou sido levada para outra região, o que mantém a esperança dos familiares.

O delegado esclareceu que a condução do caso pelo GIH não significa, necessariamente, que haja confirmação de homicídio. Segundo ele, a escolha do grupo se deu pela estrutura especializada e pela complexidade da investigação, que segue oficialmente classificada como desaparecimento.

“A gente trabalha desde a hipótese de que Daiane pode ter deixado o local por conta própria. Trabalhamos com a hipótese dela poder ter sido levada do local e estar em outro lugar, ou até mesmo ter sido morta dentro do lapso temporal em que não teve contato com a família”, afirmou o delegado, em entrevista à TV Anhanguera. Ele ressaltou ainda que, até o momento, não há comprovação de crime, motivo pelo qual ainda não existem suspeitos. Segundo a polícia, cerca de 15 pessoas foram ouvidas até o momento, todas tratadas como envolvidas, e não como investigadas.

A Polícia Civil apreendeu o gravador de imagens (DVR) do sistema de câmeras do condomínio. O equipamento foi encaminhado para perícia, que irá analisar se houve apagamento intencional de arquivos ou se a ausência de imagens se deve ao funcionamento automático do sistema de armazenamento.

Em agosto de 2025, meses antes do desaparecimento, Daiane prestou depoimento à Polícia Civil de Goiás no qual relatou conflitos e desentendimentos com o síndico do prédio onde morava. Esse histórico também é levado em consideração no curso da investigação.

Relembre o caso:

Daiane desapareceu após sair do próprio apartamento para verificar a falta de energia elétrica no subsolo do condomínio onde morava. Câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador por volta das 19h, enquanto gravava um vídeo no celular relatando o problema. As imagens mostram que ela desceu até a portaria, conversou rapidamente com um funcionário e retornou sozinha ao elevador, com destino ao subsolo.

A partir desse momento, não há mais registros. As câmeras não captaram Daiane deixando o prédio, nem pela portaria, nem pela garagem, tampouco retornando ao apartamento. O segundo vídeo que ela teria iniciado no subsolo nunca foi enviado, o que reforça a suspeita de que algo inesperado tenha ocorrido.

O sigilo bancário de Daiane foi quebrado e não houve qualquer movimentação financeira após o desaparecimento. O celular da corretora segue sem registro de atividade, mesmo após buscas técnicas realizadas na região. No apartamento, foram encontrados documentos pessoais e um óculos de grau, indicando que a saída seria rápida.

A PCGO afirma que nenhuma hipótese está descartada e que as diligências continuam em andamento.

T CSM

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