Pai de jovem morta em supermercado pede justiça: ‘que esse cara apodreça na cadeia’

REVOLTA

O pai descreveu a filha como uma jovem alegre e querida por todos

Natasha Eduarda Alves de Sá (Foto: reprodução)

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O pai de Natasha Eduarda Alves de Sá, de 21 anos, falou pela primeira vez sobre a filha e pediu justiça após o crime que chocou Piranhas (GO), cidade natal da jovem. Natasha morreu após ser atacada dentro de um supermercado em Iporá, na tarde de terça-feira (20). O suspeito, um ex-colega de trabalho de 20 anos, foi preso em flagrante poucas horas depois e confessou o crime, afirmando que agiu por vingança.

Ainda muito abalado, Marcelo Rezende cobrou punição rigorosa ao autor do crime. “É difícil, é muito doído, mas o que esse cara, esse monstro fez com a minha filha eu não vou deixar barato. Quero punição, quero que esse cara apodreça na cadeia. Espero que a lei não solte esse monstro”, declarou.

O velório da jovem teve início por volta de 1h30 da madrugada desta quarta-feira (21), após a chegada do corpo de São Luís, e seguiu até as 16h, no memorial da cidade de Piranhas, onde Natasha nasceu. Amigos, familiares e moradores de cidades vizinhas participaram da despedida.

Marcelo descreveu a filha como alegre e querida e afirmou que isso se confirmou com a presença de muitas pessoas no velório e com a comoção causada na cidade onde a jovem nasceu. “Todo mundo gostava dela”, comentou.

Segundo o pai, Natasha morava em Iporá há pouco mais de três anos. No supermercado onde ocorreu o crime, ela trabalhava havia quase um ano. Começou no caixa e, pouco tempo depois, foi promovida ao cargo de fiscal. Além do trabalho, a jovem cursava faculdade de Agronomia.

“Ela não tinha relacionamento. O foco dela era trabalhar e ir para casa. Estava construindo a vida dela, comprando os móveis da casinha onde morava, tudo com muito esforço”, contou Marcelo.

Investigação

Natasha estava em seu turno de trabalho quando foi surpreendida pelo agressor dentro do estabelecimento. Segundo as investigações, o homem, demitido recentemente, chamou a jovem para conversar e, em seguida, a atingiu com golpes de faca. Funcionários e clientes acionaram o socorro, e a vítima foi levada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Apesar de ter recebido atendimento médico, ela não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo após dar entrada na unidade.

Em depoimento, o ex-colaborador afirmou que cometeu o crime por vingança, alegando que era criticado pela vítima quando ainda trabalhavam juntos.

O suspeito teve a prisão em flagrante decretada pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil. O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil trabalha para concluir o inquérito e esclarecer todas as circunstâncias do crime.

T CSM

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