PMs envolvidos em chacina vão a júri popular

Cinco policiais militares vão a júri popular acusados de participação em uma chacina em Anápolis (GO), no ano de 2021. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), o crime bárbaro, que tirou a vida de quatro pessoas, foi planejado para eliminar testemunhas e encobrir o assassinato do empresário e militante político Fábio Alves Escobar Cavalcante (foto em destaque).

A decisão é do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que reformou a absolvição sumária dos policiais e determinou que eles sejam julgados pelo Tribunal do Júri. Os militares respondem por três homicídios qualificados — as mortes de Gabriel Santos Vital, Gustavo Lage Santana e Mikael Garcia de Faria — ocorridas durante uma falsa abordagem policial na BR-060.

  • Fábio Alves Escobar Cavalcante foi assassinado em junho de 2021 após ser atraído para uma emboscada, quando fazia denúncias de corrupção envolvendo políticos de Anápolis (GO).
  • O encontro, que terminou na execução, foi marcado por meio de um celular roubado em uma abordagem ilegal atribuída a PMs.
  • A dona do aparelho, Bruna Vitória Rabelo Tavares, grávida de sete meses, foi assassinada em agosto de 2021.
  • No mesmo dia, Gabriel, Gustavo e Mikael também foram executados.
  • Para o MPGO, as quatro mortes fazem parte de uma mesma chacina policial.
  • Segundo a investigação, as vítimas integravam o núcleo de testemunhas do caso Fábio Escobar.
  • O Ministério Público sustenta que um suposto confronto na BR-060 foi forjado para justificar as execuções.
  • A denúncia aponta que os policiais monitoravam previamente as vítimas e escolheram horário noturno e local isolado para a ação.
  • Laudos periciais indicaram que os disparos partiram das armas dos próprios policiais.

Absolvição derrubada

Em setembro de 2024, a 1ª Vara Criminal de Anápolis havia absolvido os réus, sob o argumento de legítima defesa. O Ministério Público recorreu, sustentando que não havia prova incontestável de confronto, e que o caso deveria ser analisado pelo Tribunal do Júri, juiz natural dos crimes dolosos contra a vida.

Entre os pontos destacados estão a ausência de ferimentos nos policiais, a inexistência de danos nas viaturas, indícios de manipulação da cena do crime e conversas entre os acusados sobre alinhamento de versões após os fatos.

Com a decisão do TJGO, cinco policiais serão julgados pelo Tribunal do Júri de Anápolis. Caberá aos jurados decidir se houve legítima defesa ou se os agentes participaram de uma chacina policial ligada à morte de Fábio Escobar.

T CSM

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