INSS desmente boato sobre suspensão de aposentadorias sem nova identidade

As redes sociais têm circulado informações falsas alegando que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspenderá o pagamento de aposentadorias a quem não possuir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). O órgão desmente o boato e esclarece que nada muda para os beneficiários que já recebem seus benefícios.

Desde novembro de 2025, o INSS iniciou a exigência de biometria digital para novos pedidos de benefícios, como aposentadorias e pensões, sem impacto nos pagamentos atuais. Os dados biométricos podem ser obtidos da CIN, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou do Título de Eleitor.

A partir de 1º de maio de 2026, a biometria se tornará obrigatória também para pedidos de salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e pensão por morte. Nesses casos, se o requerente não tiver biometria em nenhum dos documentos aceitos, será necessário emitir a CIN para prosseguir com o pedido. As biometrias da CNH e do Título de Eleitor continuarão válidas até 2028.

Somente a partir de 1º de janeiro de 2028, a CIN será o único documento exigido para requerimentos e manutenções de benefícios no INSS. O órgão comunicará os segurados por meio do aplicativo e site Meu INSS, além dos postos de atendimento.

Para beneficiários em manutenção, como aposentados e pensionistas, não há necessidade de providências imediatas. A implementação será gradual, sem bloqueios automáticos, e qualquer necessidade de atualização biométrica será notificada individualmente com antecedência.

Existem exceções à exigência de biometria, considerando dificuldades de acesso: pessoas com mais de 80 anos, com problemas de mobilidade por saúde, moradores de áreas remotas, migrantes, refugiados, apátridas e residentes no exterior. O INSS mantém uma lista de municípios de difícil acesso, baseada em dados do IBGE, disponível em seu site.

O cronograma é previsto no Decreto 12.561/2025, que regulamenta a Lei 15.077, visando combater fraudes e aumentar a segurança dos dados. O INSS recomenda que os cidadãos emitam a CIN o quanto antes nos órgãos estaduais de identificação para evitar filas futuras e reforçar a proteção de seus dados previdenciários.

T CSM

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