EM INVESTIGAÇÃO
Vítima lavava piscina, que iria inaugurar com os netos quanto recebeu descarga elétrica. Perícia apontou irregularidades no equipamento
Encerador era usado na piscina no momento do choque – (Foto: reprodução/PC)
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Uma empresa foi alvo de operação nesta terça-feira (27) suspeita de provocar a morte de um homem, de 43 anos, em Goiânia. A vítima morreu eletrocutada enquanto lavava a piscina da residência, com o auxílio de uma enceradeira que ele alugou da companhia.
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O incidente ocorreu no dia 1º de novembro de 2025, no momento em que a vítima dava os retoques finais no espaço para inaugurá-lo com os netos, de acordo com a Polícia Civil. A corporação apurava o óbito como morte acidental, mas perícias realizadas no equipamento apontaram falhas técnicas e irregularidades de segurança, como a exposição de fios – fato que fez com que a empresa passasse a ser investigada por homicídio culposo.
“A enceradeira havia sido alugada no mesmo dia e, segundo o laudo pericial, estava com a retirada proposital do sistema de aterramento, que é justamente o mecanismo que impede que a parte metálica do equipamento fique energizada. Com isso, a carcaça da máquina ficou eletrificada”, afirma o delegado Alex Rodrigues.
Câmeras de segurança do imóvel registraram o momento em que a vítima recebe a descarga elétrica. De acordo com o delegado, a perícia foi clara ao afirmar que, se o equipamento estivesse em conformidade com as normas técnicas, o choque teria sido interrompido automaticamente, evitando a morte do homem.
“Diante dessas conclusões, a Polícia Civil instaurou inquérito por homicídio culposo, para apurar a responsabilidade dos responsáveis pela empresa que colocou em circulação um equipamento sem condições mínimas de segurança. É um caso que chama atenção porque revela um risco invisível, que é um equipamento aparentemente comum, mas que, por falha técnica, acabou se transformando em uma armadilha fatal”, concluiu.