corpo de corretora é encontrado em Caldas Novas

Investigação

Filho do síndico também foi detido como suspeito de envolvimento no crime. Mulher desapareceu em dezembro, após checar queda de energia no subsolo do condomínio onde morava

Operação desta quarta-feira resultou na prisão de dois suspeitos do crime (Foto: reprodução / PCGO)

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O corpo da corretora Daiane Alves foi encontrado após 42 dias do desaparecimento em Caldas Novas, nesta quarta-feira (28/1). A descoberta, ocorrida em uma área de mata, culminou na prisão do síndico do prédio onde a vítima morava, Cléber Rosa de Oliveira, e de seu filho, ambos suspeitos de envolvimento no crime. Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez entrando no subsolo do condomínio. O sumiço deu início a uma força-tarefa que mobilizou delegacias especializadas de homicídios e desaparecidos para elucidar o caso.

Segundo apuração, o relacionamento entre a vítima e o síndico já apresentava conflitos graves antes do desaparecimento. Cléber teria adotado uma série de atitudes de intimidação contra Daiane, incluindo a Interrupção de serviços essenciais, como corte de energia, água e gás no apartamento da corretora. A situação evoluiu com acúmulo de processos judiciais: denúncias por calúnia, injúria e agressões físicas registradas anteriormente; e se agravou com perseguição sistemática (stalking): monitoramento próximo e constante da rotina da vítima.

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Motivação e rivalidade profissional

A investigação aponta que a motivação pode estar relacionada à concorrência no mercado imobiliário local, especialmente na locação de imóveis de temporada. Para a Polícia Civil, Cléber enxergava Daiane como uma concorrente direta e a hostilidade teria escalado de atos de sabotagem e judicialização para um crime premeditado.

Planejamento do crime

A suspeita é de que Cléber tenha cortado a energia do apartamento para atrair Daiane ao subsolo, onde teria total controle do ambiente e conhecimento de pontos cegos de monitoramento. Investigadores apontam que houve planejamento na forma com que a vítima desapareceu. Uma suposta tentativa de fazer parecer que ela tivesse deixado o local por conta própria.

Peritos da Polícia Técnico-Científica (Politec) estiveram no local para realizar exames que ajudarão a determinar a causa da morte. A investigação segue para esclarecer a motivação do crime e a forma como foi cometido. A Polícia Civil afirma que novos detalhes serão divulgados à medida que os laudos periciais e os depoimentos forem concluídos. Novas prisões não estão descartadas.

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T CSM

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