O Banco do Nordeste (BNB) suspendeu temporariamente as transações via Pix nesta terça-feira (27) ao detectar um ataque hacker em sua infraestrutura. A decisão foi tomada como medida preventiva enquanto equipes técnicas investigam a extensão do incidente e trabalham para retomar o serviço de forma segura.
De acordo com fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o ataque ocorreu em uma conta-bolsão de uma empresa terceirizada, que reúne recursos de vários usuários sem identificação individualizada. Até o momento, não há indícios de vazamento de dados ou prejuízos às contas de clientes. O banco ativou imediatamente seus protocolos de segurança e mantém comunicação constante com o Banco Central (BC) para acompanhar o caso.
Informações preliminares indicam que o ataque explorou uma vulnerabilidade em um prestador de serviços de tecnologia da informação que atua como intermediário nas operações do BNB. O valor eventualmente desviado está sendo apurado pela área técnica.
O BNB reforçou seu compromisso com a segurança da informação e a transparência, prometendo atualizar o mercado sobre novos desdobramentos e retomar as transações Pix o mais breve possível. O Banco Central, responsável por monitorar o sistema Pix, ainda não se manifestou oficialmente sobre o episódio.
Este é o primeiro incidente envolvendo o Banco do Nordeste desde a criação do Pix. Com mais de 11 milhões de clientes ao fim de 2025, a instituição enfrenta um contexto de aumento de ataques cibernéticos a prestadores de serviços terceirizados, que se tornaram alvos frequentes por representarem elos vulneráveis na cadeia tecnológica do sistema financeiro.
Nos últimos anos, o BC tem suspendido empresas do sistema Pix e endurecido regras de segurança, impulsionado pelo crescimento do Pix como principal meio de pagamento no país e pela digitalização dos serviços bancários. A normalização das operações no BNB dependerá da conclusão das análises técnicas e da validação dos sistemas, em coordenação com o BC, para evitar riscos adicionais.