Justiça mantém prisão de síndico acusado pela morte de corretora em Caldas Novas

Justiça mantém prisão de síndico acusado pela morte de corretora em Caldas Novas
Justiça mantém prisão de síndico acusado pela morte de corretora – Reprodução

AUDIÊNCIA

Daiane desapareceu em dezembro e teve o corpo encontrado na madrugada de quarta-feira em uma região de mata

Justiça mantém prisão de síndico acusado pela morte de corretora em Caldas Novas (Foto: Jucimar de Sousa)

A Justiça manteve preso, nesta quinta-feira (29), o síndico Cléber Rosa Oliveira, de 49 anos. Ele foi detido com o filho na quarta-feira (28), suspeito de matar a corretora Daiane Alves em Caldas Novas. A informação foi confirmada por um dos advogados dele, Nelson da Costa Barreto Neto. “Cléber seguirá custodiado.”

“O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a audiência de custódia ocorreu normalmente, bem como a oitiva perante a autoridade policial, sendo que Cleber respondeu a todas as indagações formuladas e segue contribuindo com as investigações”, informou em nota ao portal. O escritório não faz a defesa do filho de Cléber e não soube informar se já havia ocorrido a audiência de custódia. Após a finalização da matéria, contudo, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) que ele também teve a prisão mantida.

Daiane desapareceu em dezembro e teve o corpo encontrado na madrugada de quarta-feira em uma região de mata do município. A Polícia Civil trabalha com a tese de que a corretora Daiane Alves foi morta nas dependências do condomínio onde morava, o mesmo onde Cléber era síndico.

A investigação aponta que o corpo dela foi retirado do local em uma caminhonete. O crime teria ocorrido no subsolo do edifício, área sob controle direto do síndico preso, acusado como autor do assassinato na quarta-feira.

Embora o veículo tenha passado por uma limpeza minuciosa para apagar vestígios, assim como a cena do crime no subsolo, a linha de apuração conecta o uso do transporte à logística de descarte do cadáver. A reconstrução da dinâmica do crime indica que o subsolo foi escolhido por oferecer menor circulação de moradores e pontos com limitação de câmeras de segurança. Segundo a Polícia Civil, o local permitia controle de acesso e tempo suficiente para a remoção do corpo sem chamar atenção, especialmente após o desligamento do padrão de energia do prédio, episódio que também está sob apuração.

Peritos da Polícia Técnico-Científica realizaram exames no subsolo e no veículo utilizado, em busca de vestígios microscópicos que possam resistir à limpeza, como resíduos biológicos e fibras. A ausência de sinais visíveis, segundo os investigadores, não descarta a prática do crime no local, mas reforça a hipótese de uma tentativa deliberada de eliminação de provas.

Desaparecimento e investigação

A corretora Daiane Alves de Souza estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez ao entrar no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas. Na quarta-feira (28), a Polícia Civil encontrou o corpo dela em uma região de mata no município. O síndico do edifício, Cléber Rosa Oliveira, de 49 anos, e o filho dele, que não teve a identidade divulgada, foram presos.

O caso passou a ser apurado por uma força-tarefa formada pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, o Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) e a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) pouco tempo após o desaparecimento. Durante a investigação, imagens do sistema de segurança do prédio tiveram papel central. Os registros mostram Daiane entrando no elevador e seguindo até o subsolo, local onde foi vista pela última vez. A partir desse ponto, não há imagens que indiquem que ela tenha deixado o condomínio.

Segundo as autoridades, o crime teria contado com a manipulação das câmeras para ocultar a ação. Um dia antes das prisões, a defesa de Cléber havia divulgado nota pública afirmando que ele não figurava formalmente como investigado no inquérito naquele momento. Os advogados sustentavam que o síndico vinha colaborando com as autoridades, fornecendo informações e acessos solicitados, e alegavam que eventuais conflitos com a corretora sempre teriam sido tratados por meios legais.

Saiba mais detalhes sobre o caso Daiane Alves:


T CSM

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