A Polícia Civil de São Paulo prendeu 12 pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, acusadas de planejar um atentado com explosivos caseiros e coquetéis molotov na Avenida Paulista. A ação estava programada para esta segunda-feira (2), mas foi frustrada por uma operação de inteligência policial.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o grupo fazia parte de uma rede nacional com mais de 7 mil membros, monitorada por semanas nas redes sociais. Os envolvidos compartilhavam vídeos e instruções sobre a fabricação e uso de artefatos explosivos improvisados, além de possuir uma estrutura de comando.
O Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da polícia, com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), conduziu a investigação. Um dos detidos foi encontrado com simulacros de armas de fogo. A rede se concentra nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com cerca de 600 integrantes apenas na capital paulista.
“Conseguimos impedir um possível ataque que aconteceria nesta segunda. A ‘manifestação’ era uma forma de tumulto, sem pauta nenhuma, e conseguimos, com o trabalho de inteligência, impedir”, afirmou o secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, em entrevista coletiva.