Síndico tentou calar vizinhos sobre desaparecimento de Daiane

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Síndico tentou calar vizinhos sobre desaparecimento de Daiane – Reprodução

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Em grupo de mensagens, síndico pregava “assuntos positivos”

Síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, preso após confessar o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas (Foto: Jucimar de Sousa)

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Um áudio obtido pelo Mais Goiás aponta que o síndico Cléber Rosa, assassino de Daiane, tentou calar vizinhos do condomínio sobre o desaparecimento da corretora, 43, em Caldas Novas. No arquivo (ouça abaixo), enviado em grupo de mensagens do residencial uma semana antes da confissão, ele demonstrava irritação com as investigações e tentava desvincular o prédio do caso, de modo a classificar comentários e questionamentos como ‘fofoca’ e ‘contaminação’.

No início da gravação, Cléber explica que removeu um morador por compartilhar informações sobre a família de Daiane, argumentando que isso desrespeitava as regras do grupo. “Eu removi ele do grupo porque ele me desrespeitou, que eu falei para ele não colocar um conteúdo dessa família e ele colocou. […] Se tem uma coisa que eu odeio é fofoca. Que fique todos sabendo: não me pergunte sobre vida alheia, não quero que me contem sobre vida alheia. Esse grupo não foi criado para isso.”

O síndico ressalta que qualquer mensagem considerada “contaminação” seria removida e que o grupo deveria tratar apenas de assuntos do prédio. Ele também menciona benefícios financeiros que implementou, “Eu fiz uma coisa importante, no meu ponto de vista, mas parece que para muitos não significou nada. Eu isentei a taxa de condomínio que venceu no dia 10 de janeiro, referente a dezembro. Houve poucos comentários. Agora, coisas negativas muita gente se atenta.”

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‘Não há provas’

Cléber também tentou afastar a responsabilidade do condomínio sobre o desaparecimento de Daiane, “Não tem prova nenhuma de que essa pessoa desapareceu do prédio. Ninguém pode afirmar isso. E já está praticamente atribuindo ao prédio uma responsabilidade que ele não tem. Então vamos parar com isso aí, porque senão eu vou encerrar esse grupo. Já é minha vontade encerrar ele. Está por um fio fazer isso.”

Perícia trabalha para esclarecer a dinâmica da morte da corretora (Divulgação PCGO)

Cerca de uma semana depois da gravação, Cléber finalmente assumiu a responsabilidade pela morte da corretora e indicou à polícia o local onde havia ocultado o corpo. Os restos mortais foram encontrados com uma bala alojada na cabeça, em uma região de mata às margens da GO-213, em Caldas Novas, na última quarta-feira (28/1).

O síndico e o filho, Maicon Douglas, permanecem presos. A Polícia Civil continua investigando o caso e aguarda o resultado do laudo da perícia técnica, que poderá esclarecer a dinâmica do crime.


T CSM

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