Benefício para famílias e empreendedores
O programa Cartão Uniforme Escolar, uma iniciativa da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), beneficia famílias de estudantes da rede pública e fortalece o comércio local. A medida facilita a aquisição de uniformes e impulsiona confecções e malharias em diversas regiões administrativas.
Andreane Azevedo de Sousa, auxiliar de serviços gerais e mãe da estudante Maria Laura de Souza Silva, de 5 anos, aluna da Escola Classe (EC) 318 de Samambaia, utiliza o benefício. “É muito bom receber esse auxílio, porque agora ficou bem mais fácil”, comenta. “No ano passado, a gente precisava ir à costureira para ajustar o uniforme, porque nem sempre vinha no tamanho certo. Hoje, posso ir direto à malharia e pegar o tamanho ideal para minha filha, sem prejuízo para nós e sem que a criança deixe de usar o uniforme.”
Cuidado no uso do Cartão Uniforme Escolar
O Cartão Uniforme Escolar é um apoio importante para as famílias e deve ser usado com atenção. O benefício é exclusivo do estudante matriculado na rede pública e só pode ser utilizado em lojas credenciadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF).
“O cartão é do estudante e não pode ser emprestado ou repassado”, alerta a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais da SEEDF, Fernanda Mateus. “A venda do benefício é proibida e pode levar ao bloqueio do cartão. Em caso de dúvida, procure a escola ou os canais oficiais da Secretaria de Educação.”
Iniciativa atrai investimentos
A fabricação, compra e venda de uniformes escolares movimentam o comércio local e geram novas oportunidades, atraindo empreendedores de cidades vizinhas. O supervisor de vendas Pedro Teodoro da Silva Neto, de 22 anos, veio de Goiânia (GO) para o Distrito Federal com a família após a criação do benefício, com o objetivo de ampliar os negócios no setor. A família está abrindo novas unidades da malharia em regiões como Samambaia, Ceilândia, Planaltina e Gama.
“Nossa família já trabalha há mais de 30 anos com confecção de bandeiras e uniformes escolares, e a ideia é atender bem todos os pais e crianças”, relata Pedro. “Hoje temos duas lojas abertas e, em breve, vamos chegar a quatro unidades, com todos os tamanhos disponíveis e estoque suficiente para atender à demanda.”
Costura que virou renda
Tatiane dos Santos Coelho, recém-empreendedora no ramo de confecção de uniformes, produz peças personalizadas em um ateliê montado no quintal de sua casa em Ponte Alta Norte, no Gama. Atualmente, a produção soma centenas de peças, com kits personalizados sendo confeccionados para atender à demanda das famílias. A divulgação do trabalho é feita principalmente pelas redes sociais, por meio do perfil no @guiapraticopontealta.
“A demanda foi muito maior do que a gente imaginava”, conta ela. “Hoje já temos mais de cem kits personalizados em finalização e seguimos produzindo para atender todos os pedidos. A confecção começou em casa, e, com o crescimento, montamos esse espaço com o apoio da minha família. Meu esposo, Hilton Sérgio, me ajuda principalmente na parte de corte e personalização, enquanto a costura fica comigo e com as meninas. É realmente um trabalho em família.”
*Com informações da Secretaria de Educação