INVESTIGAÇÃO
Ao todo, foram cumpridos 110 mandados judiciais, incluindo prisões preventivas e temporárias, além de mandados de busca e apreensão e sequestro cautelar de bens
Polícia Civil do DF cumpre 110 mandados contra grupo suspeito de furto de caminhonetes (Foto: reprodução/TV Globo)
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Uma organização criminosa especializada no furto qualificado de caminhonetes de alto padrão, com atuação em Goiás, foi desarticulada nesta terça-feira (3) durante a Megaoperação Império, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O grupo tinha como principais alvos os modelos Toyota Hilux e SW4 e operava de forma interestadual, com ramificações também no Ceará e no Distrito Federal.
Ao todo, foram cumpridos 110 mandados judiciais, incluindo prisões preventivas e temporárias, além de mandados de busca e apreensão e sequestro cautelar de bens. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 15,9 milhões em bens móveis, imóveis, valores e ativos financeiros, montante que corresponde ao prejuízo estimado com o furto de 53 caminhonetes entre janeiro e dezembro de 2025.
Atuação do grupo em Goiás
Em Goiás, os mandados tiveram como foco integrantes estratégicos da organização e endereços ligados à logística do grupo criminoso. Segundo as investigações, o estado era utilizado tanto como área de circulação dos veículos furtados quanto como rota para o escoamento e ocultação dos bens.
As ações policiais ocorreram em Goiás, Distrito Federal, Ceará e Rio de Janeiro, e tiveram como alvos três dos principais líderes da organização criminosa, responsáveis pela coordenação das ações ilícitas e pela gestão logística dos núcleos regionais.
De acordo com a PCDF, os investigados responderão por furto qualificado, organização criminosa, adulteração de sinais identificadores de veículos e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem ultrapassar dez anos de reclusão, especialmente diante da atuação reiterada e estruturada do grupo.
Investigação aponta ligação com o tráfico
As investigações, conduzidas ao longo de 11 meses, identificaram uma estrutura criminosa altamente organizada, com divisão de tarefas e atuação padronizada. Os veículos furtados eram previamente encomendados e tinham dois destinos principais:
- Desmanche e comércio ilegal de peças: caminhonetes eram levadas para oficinas formalmente registradas, onde eram desmontadas. As peças eram vendidas em lojas físicas e, principalmente, por plataformas digitais.
- Tráfico transnacional: parte dos veículos era enviada para regiões de fronteira com Bolívia e Paraguai, onde era utilizada como moeda de troca por drogas, que posteriormente abasteciam o mercado ilegal brasileiro.