Galípolo diz que Brasil é visto como proteção por menor ligação com EUA em cenário tarifário

Galípolo diz que Brasil é visto como proteção por menor ligação com EUA em cenário tarifário
Galípolo diz que Brasil é visto como proteção por menor – Reprodução

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira, 9, que o Brasil continuou atraindo investimentos em meio a preocupações no mercado sobre as tarifas comerciais levantadas pelo governo norte-americano por ser visto como uma economia menos exposta aos Estados Unidos: “O Brasil, por ser menos ‘lincado’ com os Estados Unidos e ter mais diversidade do ponto de vista dos seus parceiros comerciais e ser exportador de commodities, passou a ser visto como uma proteção numa eventual escalada tarifária e de guerra comercial”, comentou, durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

Galípolo observou que é difícil para o investidor escapar de ativos norte-americanos, dada a valorização das ações negociadas em Nova York, puxada pela transformação da inteligência artificial, e por o mercado de títulos públicos norte-americanos ser muito superior a qualquer outro. Porém, pontuou o presidente do BC, esses investimentos em ativos americanos vêm ocorrendo agora com um maior hedge (proteção) contra uma eventual desvalorização do dólar, o que é um cenário favorável a mercados emergentes.

Ele ponderou que a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mitigou um pouco a aversão ao risco nos mercados, por trazer a percepção de que a condução do banco central norte-americano será técnica e preocupada com o dólar.

T CSM

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