A goiana Lorena de Lelles Oliveira, de 43 anos, enfrenta um agravamento rápido e severo da Leucemia Mieloide Aguda (LMA), tipo agressivo de câncer no sangue com o qual convive há três anos. Em tratamento nos Estados Unidos, ela usou as redes sociais na sexta-feira (6) para informar que a doença avançou de forma significativa, mesmo após múltiplas tentativas terapêuticas, reduzindo ainda mais o tempo disponível para uma resposta médica eficaz.
Segundo Lorena, exames de medula óssea realizados no hospital onde estava internada, em Columbus, no estado de Ohio, apontaram que a leucemia avançou consideravelmente em cerca de um mês. O comprometimento da medula passou de 25% para 45%, indicando que o tratamento em curso não apresentou a resposta esperada e a doença piorou de maneira agressiva.
No vídeo publicado nas redes sociais, Lorena também relatou que ficou internada durante toda a semana anterior após contrair uma infecção bacteriana em um período de imunidade extremamente baixa, o que contribuiu para a piora do quadro clínico. “Em um mês, a doença dobrou de tamanho. O tratamento não funcionou e ela avançou muito rápido. Meu tempo agora está bem mais curto”, afirmou.
Novo tratamento
Diante da progressão acelerada da leucemia e da ausência de novas alternativas terapêuticas no hospital onde estava internada, a equipe médica reforçou a necessidade de buscar, com urgência, um novo protocolo em outra instituição especializada.
Lorena contou ainda que, após receber a informação de que não havia mais opções de tratamento no hospital de Ohio, viveu um momento de forte abalo emocional. Segundo ela, após orar e pedir forças para continuar, recebeu cerca de 40 minutos depois uma ligação do hospital em Houston, no Texas, confirmando a possibilidade de atendimento.
“Eu falei que não estava dando conta mais, que estava tudo muito pesado para mim. Pouco depois, o hospital daqui me ligou. Minha primeira consulta vai ser na segunda-feira, às duas horas da tarde”, relatou.
De acordo com os médicos, a única alternativa viável no momento é o tratamento no MD Anderson Cancer Center, em Houston, considerado um dos principais centros oncológicos do mundo. A instituição conduz um estudo clínico avançado com uma medicação desenvolvida especificamente para atuar na mutação KMT2A, combinando o inibidor de Menin com outras terapias de forma personalizada.
Custos e campanha de arrecadação
Para ser aceita no novo protocolo, foi necessário o pagamento imediato de US$ 76 mil, valor exigido para a realização das avaliações iniciais. Segundo Lorena, novos depósitos financeiros ainda serão necessários assim que os médicos definirem a medicação e a estratégia de tratamento. Sem esses pagamentos, o hospital não dá continuidade ao protocolo. O custo total do tratamento pode chegar a US$ 2 milhões, incluindo internações, medicamentos, exames e acompanhamento especializado. Para custear o tratamento, a família de Lorena criou uma vaquinha (acesse o link no final)
Mãe de trigêmeos, Lorena vinha conseguindo arcar com os custos dos tratamentos no Brasil e nos Estados Unidos com o apoio do marido e da família. No entanto, diante dos valores elevados exigidos pelo novo protocolo, ela mantém uma campanha de arrecadação online e pede apoio financeiro, orações e o compartilhamento da história para ampliar a mobilização.
“Hoje eu vou depositar os 76 mil dólares para fazer os primeiros exames. Na segunda-feira (9) o médico vai determinar qual será o tratamento e, sem o depósito, eles não iniciam nada”, explicou. Ela destacou ainda que, devido ao avanço acelerado da doença, o início imediato do tratamento é fundamental.
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