Ministros defendem parcerias privadas para investimentos em infraestrutura

Ministros defendem parcerias privadas para investimentos em infraestrutura
Ministros defendem parcerias privadas para investimentos em infraestrutura – Reprodução

Em seminário realizado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nesta segunda-feira (9), ministros da área de infraestrutura defenderam parcerias com a iniciativa privada para investimentos em rodovias, portos, aeroportos, saneamento, habitação e ferrovias, visando superar o hiato de investimentos no país.

O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, enfatizou que os investimentos devem ser uma política permanente para promover o crescimento econômico. Ele destacou os avanços no programa Minha Casa, Minha Vida, responsável por 85% dos lançamentos imobiliários, com previsão de 3 milhões de contratos assinados até o fim de 2026. Barbalho Filho também mencionou o investimento de R$ 60 bilhões em saneamento pelo governo, mas ressaltou a necessidade de recursos privados para alcançar a universalização de abastecimento de água e esgoto até 2033.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou a contratação de R$ 400 bilhões em investimentos privados para obras em rodovias, ferrovias e mobilidade urbana. Ele destacou o superciclo de investimentos, com 22 leilões rodoviários realizados em menos de três anos, gerando R$ 247 bilhões, e R$ 40 bilhões destinados a ferrovias entre 2023 e 2025, valor 60% superior ao período anterior. Além disso, o ministério investiu R$ 65 bilhões de recursos públicos, mais que o dobro do governo anterior. Para 2026, estão previstos 13 leilões rodoviários com R$ 149 bilhões e oito no setor ferroviário com R$ 140 bilhões, com potencial de mobilizar até R$ 600 bilhões no modal ferroviário.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apontou um hiato de investimentos equivalente a 1,74% do PIB, defendendo a necessidade mínima de R$ 218 bilhões anuais. Ele informou que o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já alcançou R$ 788 bilhões desde 2023 e expressou otimismo em atingir R$ 1 trilhão. Mercadante anunciou a aprovação de R$ 9,2 bilhões para melhorias em 662 quilômetros de rodovias no Paraná e destacou a emissão de debêntures de infraestrutura em dólar de R$ 1,05 bilhão para a construção de uma ferrovia em Mato Grosso do Sul.

A diretora de Infraestrutura do BNDES, Luciana Costa, defendeu a participação do banco no mercado de capitais para dividir riscos e retornos, com uma carteira de R$ 80 bilhões em debêntures. O diretor-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, observou que o mercado de capitais se tornou a maior fonte de captação, com R$ 496 bilhões em debêntures em 2025, sendo R$ 172 bilhões para infraestrutura.

O evento reuniu representantes do governo e do setor privado para discutir avanços e desafios, como a sustentabilidade do ciclo de investimentos, segurança regulatória e fortalecimento do mercado de capitais. O secretário-executivo dos Transportes, George Santoro, moderou um painel sobre esses temas, enfatizando a importância da qualidade dos projetos e da credibilidade do Estado para impulsionar o desenvolvimento econômico.

*Com informações da Agência Brasil

T CSM

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