Faltam poucos dias para o Carnaval oficial, mas o clima de folia já toma conta das ruas do Distrito Federal com os blocos de pré-Carnaval que animaram o fim de semana.
Um dos principais destaques foi o Suvaco da Asa, que em 2026 trouxe influências do Carnaval de Pernambuco, incluindo frevo, ciranda, samba e mangue beat. O bloco ocorreu no Eixo Cultural Ibero-Americano, no sábado (7), e recebeu a chave simbólica do Carnaval de Brasília da Corte Real do Samba, formada pelo Rei Momo e pela Rainha do Carnaval, oficializando a abertura da festa.
A DJ La Ursa, pernambucana radicada em Brasília há 12 anos, destacou a diversidade cultural da capital ao tocar no evento. “Tocar no DF tem uma particularidade: o Brasil inteiro se encontra aqui. Eu tenho as minhas raízes e gosto de trazê-las e enaltecê-las. E também enaltecer o Brasil, que é muito grande, diverso e bonito”, comentou ela.
Pablo Feitosa, presidente do bloco, celebrou os 20 anos de tradição. “Receber esse presente é uma coroação de algo que a gente vem há muito tempo se dedicando. Nós estamos muito felizes em ser reconhecidos como o bloco que abre o Carnaval da cidade”, disse.
O evento contou com apresentações de Chico Science e Nação Zumbi Cover, Orquestra Marefreboi, Dhi Ribeiro e DJ Lane D’Olinda. O folião Arte Alex Oliveira, de 34 anos, professor, expressou seu amor pelo Carnaval de Brasília: “São anos e anos aqui, desde que era uma coisa pequenininha. E sempre prestigiando e sempre amando, porque o Carnaval de Brasília é de quem tem garra e está a fim de fazer acontecer”.
O secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, enfatizou o apoio às manifestações culturais. “O pré-Carnaval de Brasília mostra a força da nossa cultura popular e a diversidade que define o Distrito Federal. Cada bloco que ocupa ruas e praças carrega identidade, memória e pertencimento. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa tem o compromisso de apoiar essas manifestações, que geram alegria, movimentam a economia criativa e reafirmam Brasília como um território de encontros, de tradição e de liberdade cultural”, afirmou.
No mesmo sábado, o bloco Marchinha 60+ animou o Setor Bancário Sul, promovendo a preservação da marchinha como cultura nacional. A cantora Andreia Lira, que participou pela segunda vez, subiu ao palco para interpretar composições locais. Marcelo Silva, responsável pelo bloco, explicou: “O concurso de marchinha já tem 48 anos, com o bloco Pacotão. E a gente teve a ideia de trazê-lo para o Marchinha 60+ para somar no Carnaval para o público de mais de 60 anos”.
Outros blocos também marcaram o fim de semana: Tá Chic, Tá Bacana, no Riacho Fundo II; Desodorante do Suvaco, no Cruzeiro Velho; Galo Cego, no Setor Bancário Sul; e Bloco do Pretinho, no Varjão.
Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF).