Cão Orelha: MPSC avalia pedir exumação do pet para esclarecer pontos da investigação

Relembre ataques a cães que geraram indignação pelo Brasil nos últimos dias
Relembre ataques a cães que geraram indignação pelo Brasil nos – Reprodução

O Ministério Público de Santa Catarina avalia pedir a exumação do corpo do cão Orelha, morto em Praia Brava, em Florianópolis (SC), para esclarecer “lacunas da investigação”

O MP de Santa Catarina informou que vai pedir à Polícia Civil diligências complementares nas investigações da morte do cão. Entre as medidas, a exumação é uma das opções estudadas.

De acordo com o Ministério Público, a 10ª Promotoria de Justiça identificou lacunas que precisam ser completadas na apuração do caso após análise preliminar do boletim de ocorrência circunstanciado.

Tanto a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, quanto a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, concluíram pela necessidade de mais esclarecimentos e maior precisão na reconstrução dos acontecimentos.

O MPSC também segue apurando a possível prática de coação no curso do processo e ameaça envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio da Praia Brava.

No semana passada, a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente suspeito da morte do cachorro. Como mostrou o Estadão, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante direitos fundamentais a menores de 18 anos no Brasil, não prevê, porém, a internação de jovens envolvidos em casos de maus-tratos a animais.

Dias depois, um vídeo divulgado pelos advogados de defesa do adolescente mostra o animal supostamente caminhando pelas ruas da região da Praia Brava, por volta das 7h do dia 4 de janeiro, depois do horário que a Polícia Civil afirma que o cão teria sido atacado.

Segundo a versão da Polícia Civil, Orelha foi agredido na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã, na Praia Brava. Segundo os laudos da Polícia Científica, ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. No dia seguinte, o animal foi resgatado e morreu em uma clínica veterinária.

Como mostrou o Estadão, as investigações também apuraram as agressões ao cão Caramelo, outro cachorro comunitário que vivia na Praia Brava. Conforme a Polícia Civil, o animal sofreu uma tentativa de agressão dias após a morte de Orelha. Câmeras de monitoramento chegaram a gravar as agressões.

T CSM

Deixe um comentário

Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
plugins premium WordPress