Líder de manifestação que atacou ônibus no centro de SP é preso em flagrante

Líder de manifestação que atacou ônibus no centro de SP é preso em flagrante
Líder de manifestação que atacou ônibus no centro de SP – Reprodução

Um dos líderes do protesto que depredou ônibus municipais no centro de São Paulo nesta quinta-feira (12) foi preso em flagrante por guardas municipais. Antônio Agripino da Silva, o Preguinho, foi filmado esvaziando pneus de veículos no Terminal Parque Dom Pedro 2º.

Ele foi levado por agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) ao 1º Distrito Policial, na Sé, e deve responder por suspeita de atentado à segurança de meio de transporte, furto e associação criminosa. As informações foram confirmadas pelo secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando.

Preguinho é candidato a presidente do SindMotoristas (sindicato dos motoristas e trabalhadores dos ônibus do município) numa chapa de oposição. O ataque aos ônibus ocorreu, segundo o sindicato, em protesto em meio ao processo eleitoral da entidade, que tem votação marcada para 10 e 11 de março.

Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra Preguinho e outros integrantes da chapa Oposição e Luta convocando apoiadores a ir até o centro da cidade. Imagens de uma câmera de segurança mostram os mesmos integrantes, com trajes laranja, parando alguns ônibus, furando os pneus e fazendo com que os passageiros descessem ao asfalto.

Os manifestantes também tomaram as chaves dos veículos, o que serviu de base para a acusação de furto.

O bloqueio durou cerca de uma hora, e o terminal voltou a funcionar por volta das 13h. Segundo funcionários do local, o grupo de sindicalistas tirou as válvulas dos pneus de ao menos seis coletivos. Ao todo, 52 linhas de ônibus foram afetadas, segundo a companhia municipal.

Segundo José Valdevan de Jesus Santos, o Noventa, que concorre à eleição do SindMotoristas em outra chapa, o protesto ocorreu em meio a uma disputa judicial pela coordenação das eleições e uma confusão relacionada aos números das chapas.

Tanto a chapa Oposição e Luta quanto o grupo de Valdevan, que fazem oposição à atual diretoria, ficaram sem os números que tradicionalmente usam no pleito. Valdevan também reivindica o uso de urnas eletrônicas na eleição do mês que vem.

Os mesmos grupos que disputam hoje o SidMotoristas já se envolveram, em 2023, numa paralisação de 368 linhas que afetou 530 mil usuários do transporte coletivo. Valdevan Noventa afirma que foi retirado da diretoria do sindicato de forma irregular após uma decisão da Justiça, e questiona a legitimidade do grupo de situação para conduzir as eleições.

Em nota, o SindMotoristas afirmou que “repudia veementemente os tristes atos de vandalismo” e que o objetivo é “tumultuar o processo eleitoral no sindicato”.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a SPTrans afirmaram que “repudiam os atos de vandalismo”. O policiamento foi acionado e será feito um boletim de ocorrência, de acordo com a prefeitura.

T CSM

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