Os preços do petróleo fecharam estáveis na sessão desta sexta-feira (13), após duas semanas de oscilações ao ritmo do aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, cujas negociações sobre o programa nuclear iraniano avançam em meio a incertezas.
Após uma forte queda no dia anterior, o barril de tipo Brent, negociado em Londres para entrega em abril, subiu 0,34%, para 67,75 dólares. Seu equivalente no mercado americano, o barril de tipo West Texas Intermediate (WTI), cujos contratos vencem em março, avançou 0,08%, para 62,89 dólares.
Após várias sessões muito voláteis, os preços ficaram praticamente inalterados no balanço semanal.
Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um segundo porta-aviões partiria “muito em breve” para o Oriente Médio, depois de ameaçar o Irã com consequências “traumatizantes” em caso de fracasso das negociações sobre seu programa nuclear.
Trump ameaçou uma intervenção militar em Teerã diante da repressão às manifestações que, segundo ONG de defesa dos direitos humanos, causou milhares de mortes no início do ano.
“Portanto, a situação continua tensa e justifica por agora um prêmio de risco”, afirmou Barbara Lambrecht, do Commerzbank.
Segundo a analista, “as negociações entre Irã e Estados Unidos serão determinantes para a evolução futura dos preços do petróleo”.
Na ausência de um acordo, Trump assegurou que passaria à “fase dois”, que seria “muito dura” para os iranianos. Recordou, também, o bombardeio americano contra instalações nucleares iranianas durante a guerra de 12 dias desencadeada por Israel em junho.
O Irã é um dos dez principais produtores de petróleo do mundo. Está geograficamente próximo de outros grandes produtores e fica às margens do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo bruto. Uma escalada militar na região seria sinônimo de alta dos preços.