Após o deplorável incidente ocorrido na noite de terça-feira, quando a estrela do Real Madrid, Vinicius Jr., foi alvo de abusos racistas por parte de Gianluca Prestianni, do Benfica, em Lisboa, o governo português decidiu intervir.
O incidente ocorreu cerca de dez minutos do segundo tempo, logo depois de Vinicius ter marcado um gol maravilhoso que deu ao Real Madrid a vantagem na primeira mão dos playoffs da UEFA Champions League.
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Cobrindo a boca com a camisa, Prestianni disse algo, provocando reação instantânea de Vinicius, que correu até o árbitro e informou que sofreu abusos raciais, fazendo com que o jogo fosse paralisado por dez minutos.
Após a partida, Kylian Mbappe confirmou que Prestianni chamou Vinicius de 'mo*key' em até cinco ocasiões – algo que o jovem argentino e o Benfica continuam a negar.
Governo português intervém
A UEFA já anunciou que vai investigar o desagradável incidente ocorrido no Estádio da Luz. Agora, o Governo português interveio para investigar o assunto.
Vinicius foi abusado racialmente por um jogador do Benfica. (Foto de Angel Martinez/Getty Images)
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Através da Autoridade de Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD), irá avaliar se houve de facto uma agressão verbal racista do jogador do Benfica contra Vinicius.
Em breve comunicado publicado em seu site oficial, o órgão estadual declarou:
“Na sequência de notícias veiculadas na comunicação social sobre alegados insultos/atos de racismo dirigidos ao jogador do Real Madrid Vinicius Jr. durante o jogo entre SL Benfica e Real Madrid CF, correspondente à primeira mão do play-off da UEFA Champions League, disputado no Estádio da Luz, competição organizada pela UEFA, a Autoridade de Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) iniciou um processo administrativo sancionatório para esclarecimento dos factos.”
Caso a investigação conclua que as alegações são fundamentadas, tanto o clube como o jogador poderão enfrentar sanções que vão desde multas financeiras até ao encaminhamento do relatório às autoridades judiciais do país, como ocorreu em casos anteriores.
Fonte: AS