AGU processa Cerâmica Carmelo por extração ilegal de argila em Minas Gerais

AGU processa Cerâmica Carmelo por extração ilegal de argila em Minas Gerais
AGU processa Cerâmica Carmelo por extração ilegal de argila em – Reprodução

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou uma Ação Civil Pública contra a Cerâmica Carmelo Ltda. por explorar ilegalmente 15,9 mil toneladas de argila no município de Coromandel, em Minas Gerais. A petição, apresentada à 1ª Vara Cível de Patos de Minas, busca o ressarcimento de aproximadamente R$ 495 mil pelos danos ao patrimônio mineral nacional e a recuperação ambiental da área afetada.

A extração irregular ocorreu entre novembro de 2013 e fevereiro de 2015, sem autorização federal, configurando usurpação mineral conforme a Lei nº 8.176/1991. A atividade foi identificada pela Agência Nacional de Mineração (ANM) na unidade de Patos de Minas, vinculada ao processo minerário nº 832.910/2007.

Além do prejuízo patrimonial, a ação destaca o dano ambiental causado pela lavra sem licenciamento ambiental adequado. A responsabilidade é objetiva, e a AGU argumenta que a irreversibilidade da extração torna necessária a compensação integral dos impactos.

“A proteção do patrimônio minerário brasileiro é indissociável da tutela ambiental. Nesta demanda, buscamos não apenas o ressarcimento ao erário pela usurpação do recurso mineral, mas também a responsabilização pelos danos ambientais decorrentes da atividade irregular”, explica o coordenador regional de Patrimônio e Meio Ambiente da Procuradoria Regional da União da 6ª Região (PRU6), Adriano Campos Cruz.

A iniciativa reforça o caráter preventivo e dissuasório das medidas da AGU na defesa do interesse público e das riquezas nacionais. O processo de referência é o nº 6000398-53.2026.4.06.3806.

Com informaçoes do Governo Federal

T CSM

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