O número de blocos cresceu de 56, em 2024, para 65 em 2025 e 76 neste ano. O investimento público aumentou de R$ 6,2 milhões para R$ 10 milhões, com expectativa de retorno superior a R$ 100 milhões para a economia local. Considerando um gasto médio de R$ 50 por pessoa, foram movimentados cerca de R$ 75 milhões no período.
“O DF Folia 2026 reafirma uma convicção que temos na Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF: cultura é política pública estruturante, é desenvolvimento e é pertencimento”, afirmou o titular da Secec-DF, Claudio Abrantes. Para cada R$ 1 investido em cultura, estima-se um retorno de R$ 3 para a economia, totalizando mais de R$ 30 milhões. A festividade promoveu um Carnaval democrático, acessível e seguro, alcançando 18 regiões administrativas, além de territórios na Esplanada dos Ministérios, Museu Nacional e Setor Comercial Sul.
A iniciativa gerou mais de 20 mil oportunidades de emprego, com 10 mil pessoas atuando diretamente nos blocos, além de brigadistas, seguranças, produtores e ambulantes. “Cada recurso investido retorna em geração de trabalho, renda e fortalecimento das identidades culturais dos nossos territórios”, enfatizou Abrantes.
As medidas de segurança foram eficazes, com mais de 1,5 milhão de pessoas revistadas nos acessos aos blocos e estações de transporte. Foram apreendidas 459 armas brancas, 595 objetos com potencial de uso como arma e uma arma de fogo. O monitoramento incluiu drones em tempo real, câmeras com reconhecimento facial e reforço nas delegacias, com ampliação do atendimento via Delegacia Eletrônica.
O Detran-DF realizou cerca de 2,7 mil abordagens, resultando em 133 autuações por alcoolemia. O Corpo de Bombeiros aumentou o efetivo em 1.019 militares e atendeu 230 ocorrências nos eventos, sendo 46% relacionadas ao consumo excessivo de álcool.
A descentralização de recursos permitiu que os blocos contratassem fornecedores locais, estruturassem equipes e organizassem cadeias produtivas nas comunidades. “Isso fez com que o investimento público circulasse diretamente nas comunidades, gerando trabalho, renda e desenvolvimento cultural”, explicou o coordenador-geral do DF Folia, Dorival Brandão. Um exemplo é o CarnaSarau na Praça da Bíblia, em Ceilândia, que levou a folia para perto dos moradores, misturando culturas locais.
A festa continua até 1º de março, com agenda de blocos disponível para consulta.