COB confirma que Lucas Pinheiro vai representar o Brasil nas próximas Olimpíadas de Inverno

Lucas Pinheiro chegou ao Brasil após briga com Noruega por patrocínios
Lucas Pinheiro chegou ao Brasil após briga com Noruega por – Reprodução

O COB (Comitê Olímpico do Brasil) anunciou nesta quinta-feira (19) que o esquiador Lucas Pinheiro Braathen confirmou a participação dele no próximo ciclo olímpico dos Jogos de Inverno, com intenção de competir nos Alpes Franceses em 2030.

“Logo após a prova da segunda-feira, a gente sentou com o Lucas para conversar um pouquinho e ele já nos garantiu esse próximo ciclo olímpico”, disse Marco La Porta, presidente do COB, em Milão. “Isso é muito importante, porque ele traz junto toda a liderança técnica de resultados, o que vai atrair mais atletas.”

O brasileiro-norueguês conquistou a primeira medalha do Brasil em Jogos de Inverno, ao vencer na categoria slalom gigante do esqui alpino.

Segundo La Porta, o desafio pela frente é como tirar mais frutos desse resultado. “O grande desafio de clubes, confederações e do COB é como administrar esse sucesso”, disse. “A gente criou um problema para nós mesmos, porque se não ganhar ouro na próxima [Olimpíada] já vai ser pior. O sarrafo subiu”, afirmou, ao fazer um balanço da participação brasileira em Milão-Cortina, na Casa Brasil, espaço do COB em Milão.

Para Emílio Strapasson, responsável pela liderança esportiva e operacional do COB, a medalha foi um divisor de águas. A estratégia para os próximos quatro anos será continuar na captação de atletas que já tenham atuação na neve e no gelo.

“A nossa estratégia, principalmente nos Jogos Olímpicos da Juventude, era buscar brasileiros que já tivessem contato com o frio, porque a curva de aprendizado é muito grande. Vamos continuar com essa estratégia. Já lançamos um formulário no site da confederação para os interessados que já estão nos procurando”, disse Strapasson, ex-atleta de skeleton e atual presidente da CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo).

O Brasil foi o terceiro país na América a ganhar uma medalha, depois de Estados Unidos e Canadá.
Como efeito, as confederações e o comitê dizem que, nos últimos dias, aumentou o interesse de brasileiros no exterior sobre como entrar ou em inserir os filhos no circuito de competições como representantes do Brasil.

“Nós sempre estaremos com a porta aberta para novos interessados. A Casa Brasil é importante para isso, para que as pessoas saibam que nós temos o projeto. Para que os brasileiros que residem em qualquer lugar do mundo saibam que o Brasil é organizado, tem federações bem organizadas, boa governança, e estamos prontos para receber eles”, disse Strapasson. “A gente consegue dar o apoio correspondente à etapa em que o atleta estiver.”

Além do ouro no esqui alpino, outros marcos foram atingidos nesta edição, com boas performances inéditas também no skeleton e no snowboard. Com 14 atletas disputando cinco modalidades, o Brasil teve a maior delegação em Jogos de Inverno desde a primeira participação, em 1992.

Foi o maior número de atletas entre os 20 melhores. No skeleton feminino, Nicole Silveira ficou em 11º lugar, o melhor resultado do Brasil em esportes no gelo. No snowboard halfpipe, Pat Burgener e Augustinho Teixeira terminaram, respectivamente, em 14º e 19º.

No slalom, no sprint por equipe e na dupla masculina de bobsled, os brasileiros fizeram os melhores resultados da história do país. Outro recorde foram as 18 largadas em provas, ante 15 em Pequim-2022.

Também a Casa Brasil foi um marco: foi a primeira vez que o COB montou uma estrutura do tipo durante os Jogos de Inverno. Bastante divulgado na imprensa italiana, o espaço ocupado na Casa degli Artisti, bairro nobre de Milão, recebeu média de 1.500 pessoas por dia, sendo 70% de estrangeiros.

T CSM

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